...:::  MENSAGENS   DE   ESPERANÇA :::...

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 ..::    Textos que podem ajudar   ::..

Para caminharmos confiantes nesta jornada imprevisível que é a vida, todos nós precisamos de uma mãozinha amiga que possa nos ajudar elevar a auto-estima. Selecionamos uma série de mensagens de motivação e auto-ajuda para você, sempre com o objetivo de auxiliá-lo rumo ao crescimento interior, espelho original de todo crescimento externo.  Os textos aqui apresentados consistem em um apanhado inicial que será sempre atualizado e ampliado com novas mensagens

 

Mentalidade da Abundância

Muitas pessoas vivem segundo o roteiro daquilo que chamo de Mentalidade da Escassez. Elas encaram a vida como uma fonte limitada, como se só houvesse uma torta disponível. E, se alguém pegar um pedaço grande da torta, todos os outros comerão menos. A Mentalidade da Escassez é o paradigma da contagem regressiva na vida.
Pessoas com a Mentalidade da Escassez encontram muitas dificuldades em obter reconhecimento, crédito, poder ou lucro - mesmo em relação àqueles que as auxiliam na produção. Elas também têm dificuldade para sentir um prazer genuíno com o sucesso de outras pessoas - até mesmo, ou especialmente, os membros de sua família, amigos íntimos e colegas. Parece que algo lhes ë subtraído quando alguém recebe o reconhecimento e os frutos do trabalho ou atinge um sucesso ou meta notável. Apesar de verbalmente expressarem contentamento pelo sucesso alheio, no íntimo morrem de inveja. Seu senso de valor deriva da comparação, e o sucesso dos outros, de certo modo, implica seu fracasso. Apenas alguns podem ser alunos classe "A". Apenas um pode chegar em "primeiro lugar". "Vencer" significa apenas "derrotar".
Freqüentemente as pessoas com a Mentalidade da Escassez abrem esperanças secretas de que os outros sofram infortúnios - não infortúnios terríveis, mas infortúnios aceitáveis, que as mantenham em "devido lugar". Elas estão sempre comparando, sempre competindo.
Elas dedicam suas energias a possuir coisas, ou outras pessoas, de modo a aumentar sua noção de valor próprio.
Elas querem que os outros sejam da maneira que estipulam.
Com freqüência procuram clones, e se cercam de "vacas de presépio", pessoas que não as desafiam, mais fracas do que elas.
Quem tem uma Mentalidade da Escassez encontra muitas dificuldades em participar de uma equipe que se complementa. Elas encontram a diferença como um sinal de insubordinação e deslealdade.
A Mentalidade da Abundância, por outro lado, deriva de um senso profundo de valor e segurança pessoais. Seu paradigma indica que existe bastante para ser repartido entre todos. Esta atitude resulta em compartilhar prestígio, reconhecimento, lucros e a tomada de decisões. Ela abre as portas para novas possibilidades, opções e alternativas, além de liberar a criatividade.
A Mentalidade da Abundância lança mão da alegria, da satisfação e da realização pessoal dos Hábitos 1, 2 e 3, e as orienta para fora, reconhecendo a individualidade, a força interior e a natureza proativa dos outros. Aceita as possibilidades ilimitadas para o crescimento interativo positivo e para o desenvolvimento, criando Terceiras Alternativas inéditas.
A Vitória em Público não significa a vitória sobre as pessoas. Ela significa uma interação eficaz, que traz resultados mútuos benéficos para todos os envolvidos. A Vitória em Público é o trabalho em conjunto, a comunicação entre pessoas, gerando coisas que as mesmas pessoas, trabalhando isoladamente, seriam incapazes de criar. A Vitória em Público é uma conseqüência do paradigma da Mentalidade da Abundância.
Um caráter marcado pela integridade, maturidade e Mentalidade da Abundância tem uma autenticidade que supera os limites das técnicas ou a ausência destas, no que se refere às interações humanas.

Uma das coisas que considero particularmente útil para ajudar pessoas do tipo Vencer/Perder a desenvolver um caráter Vencer/Vencer é a associação com um modelo ou mentor que realmente pense em Vencer/Vencer. Quando as pessoas estão profundamente influenciadas por filosofias como Vencer/Perder, e regularmente mantêm contato com gente sob a mesma influência, não encontram muitas chances para experimentar a filosofia de Vencer/Vencer na prática. Assim, recomendo que leiam livros adequados, como a inspiradora biografia de Anuar Sadat, In Seareh of Identity (Em Busca da Identidade) e Os Miseráveis e vejam Games como Carruagens de Fogo, bons exemplos dos modelos de Vencer/Vencer.
Mas lembrem-se: Se procurarmos lá no fundo de nós mesmos – para lá das lições interiorizadas, para lá das atitudes e dos comportamentos aprendidos - a verdadeira validação do princípio Vencer/Vencer, assim como de qualquer outro princípio correto, pode ser encontrada em nossas vidas.

Do livro: Os sete hábitos das pessoas muito eficazes, de Stephen R. Covey                                                   Topo                   Voltar            

Triunfo


TUDO te será dado, se souberes imaginar com clareza e constância aquilo que desejas. Se não obténs o que pedes, é porque não sabes pedir e nem sabes o que pedes. Aprende a cultivar uma imaginação positiva, para beneficio teu e de todas as criaturas. Grava em tua memória que a imaginação é uma força poderosa.

RUÍNAS, fracassos, enfermidades e humilhações que te aborrecem foram atraídos por teus pensamentos negativos. Procura descobrir o lado bom de todas as coisas, em ti e em teus próprios inimigos! Segue avante!

IRMAO! O temor, o ódio, a vaidade, o orgulho, a inveja, o egoísmo e a luxúria, são pensamentos negativos, culpados da tua derrota. Sê digno de ti mesmo e repele-os para sempre, a fim de vencer na vida.

UMA mente positiva só irradia amor, confiança, paz, segurança, saúde, tolerância, caridade, agrado, serenidade e abundância. Só isto vence na vida. Aprende a ser positivo e a felicidade virá ao teu encontro.

NUNCA faças a outrem o que não desejas a ti próprio, porque, se é verdade que podes pensar positiva e negativamente, também é certo que o que desejares ao teu próximo receberás em dobro!

FORMASTE no passado imagens negativas, que se materializaram e agora te perseguem. Pois bem, a arte de destruí-las está em cultivares unicamente bons pensamentos. Experimenta e verás!

OS PENSAMENTOS bons modificam u tua saúde, o teu ambiente e a tua vida. Se queres melhorar de sorte, melhora também os teus pensamentos, pensando unicamente no Bem!

Texto extraído do livro !Hei de Vencer", de Arthur Riedel                                                 Topo                    Voltar   

Felicidade: doação X recebimento

Há gente que tem a mania de pedir favores todos os dias a Deus, aos protetores; pedem tudo: saúde, bem-estar, felicidade, uma namorada, uma casa para alugar; tudo pedem. Mas eu pergunto uma coisa: "O homem dá?" Está aí uma coisa difícil: dar. Sim, o homem dá a morte ceifando plantas, atirando nos animais que vivem. É o que ele dá. As árvores são tão amigas que chegam a perfumar o machado que as corta. E os animais morrem vítimas dos heróis caçadores e dos atiradores de pombos. É o que o homem dá; fora disso, não dá nada, nem risada, porque ele, naturalmente, pensa como aquele usurário que não dava risada porque era tão seguro que não dava nada.

Ora, após contemplarmos um pouco a natureza, vemos que a natureza inteira dá toda as horas sem pedir retribuição. Os pássaros dão o seu canto. Os pássaros cantam por cantar, cantam porque são alegres, gostam da vida livre, glorificam a natureza. O sol dá luz, calor, sem pedir coisa alguma; dá luz e calor aos ricos e aos pobres, às flores e aos monturos. Ele dá: está em si dar luz e calor, fazer brotar a vida. A chuva dá a sua água que rega os campos, fertilizando-os. Tudo na natureza dá, está continuamente dando, sem pedir nada em troca. As árvores dão. A árvore dá a sombra com seus galhos, agasalha melhor os pássaros, dá flor e fruto. Ela dá e é companheira inseparável de nossa vida; dá-nos a madeira para nosso berço, madeira para nosso caixão; nela nós nascemos e com ela morreremos. A árvore é amiga da natureza inteira, sem pedir quase nada, sem querer retribuição. Tudo na vida dá; tudo tem alegria de viver, tudo tem vida na natureza e tudo dá ao homem, ao passo que este não dá nada, quase que absolutamente nada, porque é profundamente egoísta, só pensa em si. Cada um de nós pensa que foi o motivo da criação, que o mundo foi criado para si. Deus criou a sua pessoa e tudo deve girar em torno dela; o resto do mundo foi feito para glorificá-la. Essa idéia que temos no subconsciente é que faz com que estabeleçamos uma luta na vida, um conflito, onde cada um quer o máximo para si.
Eis uma belíssima página de Amado Nervo sobre o assunto:
"Todo homem que te procura, vai pedir-te alguma coisa: o rico aborrecido, a amenidade da tua conversa; o pobre, o teu dinheiro; o triste, um consolo, o débil, um estímulo; o que luta, uma ajuda moral.
Todo homem que te busca, certamente há de pedir-te alguma coisa.
E tu ousas impacientar-te! E tu ousas pensar!... Que fastígio! Infeliz! A lei oculta, que reparte misteriosamente as excelências, dignou-se outorgar-te o privilégio dos privilégios, o bem dos bens, a prerrogativa das prerrogativas: "dar". Tu podes dar!
Em todas as horas de que é feito um dia, tu dás, ainda que seja um sorriso, ainda que seja um aperto de mão, ainda que seja uma palavra de alento. Em todas as horas de que é feito um dia, tu te assemelhas a Ele, que não é senão doação perpétua e perpétuo regalo.
Devias cair de joelhos e dizer: Graças, meu Deus, porque posso dar! Nunca mais pelo meu semblante passará uma sombra de impaciência! Em verdade, em verdade vos digo que mais vale dar que receber!"
Aprendamos a dar e encontraremos prazer na vida. Podemos dar todas as horas um simples pensamento de amor, um pensamento de bem, um pensamento de alegria. Ao acordar, elevemos nosso pensamento ao Criador e agradeçamos-Lhe mais um dia que vamos viver para glorificá-Lo, para nos melhorar, para nos aprofundar, para nos aproximar de sua Divindade. Glorificando o nosso pensamento, ergamos depois um pensamento a todos os seres, a todos os que lutam e sofrem e, quando sairmos de casa, encontraremos milhares de oportunidades para dar um sorriso aqui, a mão acolá; adiante, passamos a mão na cabeça de uma criança, uma palavra de fraternidade ao jornaleiro, uma graça para o condutor que vem receber nossa passagem. Mas infelizmente nós não podemos fazer isso, nossa responsabilidade e nossa seriedade não permitem, que conversemos com alguém. Não. Entre preto e branco há distinção de classe, de poder. Se damos um sorriso para uma criada, para um empregado, logo olham para nós desconfiados. Sim, porque uma criada, um empregado são seres inferiores, cada um de nós tem um ser que lhe é inferior. Cada um olha para baixo e vê um ser que lhe é inferior; e ele, portanto, quer ter superioridade, quer guardar sua autoridade superior.
Conta Machado de Assis, numa de suas brilhantes páginas, que, em pequeno, Quincas Borba teve um escravo moleque, a quem fazia de boneco, chicoteava, fazia de cavalo e dizia uma porção de palavras ofensivas. Anos depois, Quincas Borba dá liberdade ao escravo e vai para Minas Gerais. Voltando, um dia, ao Rio de Janeiro e, passando numa daquelas ruelas da velha Capital Federal, viu ali um moleque, um mocinho que sovava um preto, e dizia palavras que seu subconsciente lhe trouxe à memória, as mesmas palavras que dizia antes ao seu escravo. O mocinho era o antigo escravo de Quincas Borba, que depois de sua liberdade, comprou um escravo para retribuir as palmadas que tinha ganho de Quincas Borba. Por conseguinte, batia no escravo, dizia-lhe as mesmas palavras, montava nele para se vingar, e para desabafar transmitia a outro o que recebera de seu amo.
É conhecido o caso de um preso que teve de trabalhar de picareta e encontrou dificuldades, má vontade. Um amigo de prisão, um dia, perguntou-lhe: "Diga-me uma coisa, por que está você aqui?" "Foi por causa de um amigo que me traiu". "Então, pense na cara desse amigo, pegue na picareta e bata com força. Quando você bater a picareta, lembre-se da cara de seu amigo". Assim ele conseguia trabalhar e não se cansava, porque não estava trabalhando, mas estava dando picaretadas na cabeça do amigo.
Ora, devemos livrar-nos desses recalques, devemos criar em nossa mente uma atitude de alegria, de prazer, uma atitude vitoriosa. Eu já disse e continuo dizendo: Sei como é difícil, porque a minha psicologia individual tem-me feito estudar o indivíduo, dissecá-lo e acabei conhecendo profundamente o pensamento de cada um. Da psicologia individual se extrai a psicologia coletiva.
No prédio de apartamentos onde moro, alguém diz com orgulho: "Resido aqui há cinco anos e não conheço ninguém!" Pode ser que eu não conheça ninguém, mas cumprimento todos; entro pela porta de trás, dou para todos uma risadinha. Alguém há de pensar que sou errado. Não faz mal, continuo cumprimentando, dando minhas risadinhas, dirigindo duas palavras ao padeiro, ao açougueiro, etc. Muitas vezes, nas minhas frases eles encontram algum consolo, e saem satisfeitos, dizendo: "Aquele senhor falou comigo". Sim, porque para alguém necessitado, somos alguma coisa mais, devemos dar alegria, prazer aos outros. Precisamos falar com alguém, contar a alguém coisas para nos tornarmos alegres, felizes.

Se sentirmos a glória e a alegria de viver, não precisamos de riqueza, nem do auxílio de todos, porque todos são nossos companheiros na jornada da vida, todos lutam, amam, sofrem, padecem — homens e animais — todos caminham para o mesmo fim, para a mesma morte, direi mesmo, para o desconhecido, ainda que só se creia no desconhecido; caminhamos todos para o mesmo fim na mesma jornada. E, então, por que não fazemos todos uma grande amizade?
Recordo-me de uma viagem que fiz num transatlântico, onde os passageiros de primeira classe não se cumprimentavam e ainda no terceiro dia não conversavam. Um olhava para o outro e pensava: "Esse sujeito será batedor de carteira?" Era a impressão que tínhamos uns dos outros. Mas, no terceiro dia de viagem fomos surpreendidos com um formidável temporal; o mar jogava violentamente; o céu estava escuro e de todos os lados apareciam nuvens negras. Então, um passageiro foi-se chegando ao outro e perguntando: "Será que vem a tempestade?" "Será que não vem?" "Será que vamos passar por esse temporal?" Todos os passageiros, de primeira, de segunda, de terceira classes, estavam unidos, não havia mais distinção de categoria social, de nada. Só queriam saber se a tempestade viria ou não e, naquela hora, todos se sentiam como irmãos. No dia seguinte, o mar estava sereno e cada classe se isolou da outra; cada um voltou à sua importância e à sua responsabilidade, porque, na vida, o passageiro de primeira não pode conhecer o passageiro de terceira classe.
Se nós sentíssemos, como a natureza, a glória de viver! E quem vive entre a natureza, quem acorda, como eu, e vê os pássaros alegres e as flores desabrochando, sem perguntar: "Qual é o meu destino?" Sim, porque as flores não sabem se vão morrer no pé, se vão enfeitar um vaso, se vão ornar um ramalhete de casamento ou um caixão de morto. Elas florescem, abrem-se pelas glórias, pela alegria de viver e oferecem o seu pólen às abelhas e aos colibris. Toda a natureza vive alegre, feliz. Eu sinto nos animais, nas plantas, nas flores e mesmo nos minerais, a alegria de viver, a glória de viver. Só o homem é triste; só o homem não tem alegria de viver sua vida; para ele a vida é permanentemente um fardo pesado. Triste Criador, ó Deus, que não soubeste dar à tua criatura, feita à tua imagem e semelhança, outra coisa senão um fardo e a ambição.
Belíssima esta oração de S. Francisco de Assis, entregue a todo o mundo:
Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz
Senhor, fazei-me instrumento de Vossa Paz.
Onde haja ódio, consenti que eu semeie amor;
perdão, onde haja injúria;
fé, onde haja dúvida;
esperança, onde haja escuridão;
alegria, onde haja tristeza.
Ó Divino Mestre! Permiti que eu não procure tanto ser consolado, quanto consolar; ser compreendido, quanto compreender; ser amado, quanto amar. Porque é dando que recebemos; perdoando que somos perdoados. E é morrendo que nascemos para a Vida Eterna.

Depois da morte não é que começa a vida; a morte é uma continuação da própria vida, é o caminho para a nossa própria vida, é o caminho para a nossa própria glorificação. Vamos fazer, então, dentro de nós mesmos, um projeto: Tornemo-nos alegres desde este momento em diante, vamos ter um rosto alegre, porque, se há alguma coisa desanimadora, é um rosto triste, uma cara de choro. Vamos modificar nossa atitude mental; vamos buscar dar, em vez de pedir; dar a todas as horas alegria, e quando não tivermos mais para dar, demos um sorriso, um profundo amor, um aperto de mão que é tão fácil.
Precisamos modificar, para isso, um princípio que nos puseram na mente, que é um princípio profundamente errado e que é preciso ser modificado: TU ÉS PÓ E EM PÓ HÁS DE TORNAR-TE !
Não é verdade; o certo é: TU ÉS UM DEUS E EM DEUS HÁS DE TORNAR-TE !
 

Texto Extraído do livro: Hei de Vencer, de Arthur Riedel                                              Topo                              Voltar   

Embainha tua Espada

 
Embainha tua espada.... - Jesus. JOÃO. 18:11


A guerra foi sempre o terror das nações. Furacão de inconsciência.. abre a porta a todos os monstros da iniqüidade por onde se manifesta. O que a civilização ergue, ao preço dos séculos laboriosos de suor, destrói com a fúria de poucos dias. Diante dela, surgem o morticínio e o arrasamento, que compelem o povo à crueldade e à barbaria, através das quais aparecem dias amargos de sofrimento e regeneração para as coletividades que lhe aceitaram os desvarios.

Ocorre o mesmo, dentro de nós, quando abrimos luta contra os semelhantes...

Sustentando a contenda com o próximo, destruidora tempestade de sentimentos nos desarvora o coração. Ideais superiores e aspirações sublimes longamente acariciados por nosso espírito, construções do presente para o futuro e plantações de luz e amor, no terreno de nossas almas, sofrem desabamento e desintegração, porque o desequilíbrio e a violência nos fazem tremer e cair nas vibrações do egoísmo absoluto que havíamos relegado à retaguarda da evolução. Depois disso, muitas vezes devemos atravessar aflitivas existências de expiação para corrigir as brechas que nos aviltam o barco do destino, em breves momentos de insânia...

Em nosso aprendizado cristão, lembremo-nos da palavra do Senhor:

- "Embainha tua espada..."

Alimentando a guerra com os outros, perdemo-nos nas trevas exteriores, esquecendo o bom combate que nos cabe manter em nós mesmos. Façamos a paz com os que nos cercam, lutando contra as sombras que ainda nos perturbam a existência, para que se faça em nós o reinado da luz.

De lança em riste, jamais conquistaremos o bem que desejamos. A cruz do Mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo. Recordemos, assim, que, em se sacrificando sobre uma espada simbólica, devidamente ensarilhada, é que Jesus conferiu ao homem a bênção da paz, com felicidade e renovação.

Texto extraído do excelente livro Fonte Viva, de Chico Xavier                                                               Topo                    Voltar   

Carícias

Uma criança sem alimentos, por mais afeto que receba de seus pais, não terá um desenvolvimento normal.

A maior preocupação dos pais e médicos sempre foi a de que a criança recebesse alimentos e que seu corpo estivesse bem protegido quanto às intempéries (principalmente do frio) e também da sujeira. É impressionante como um grande número de mães envolve os filhos em panos, quando estão doentes, mesmo no mais forte verão.

Então, em caso de uma doença, o tratamento resume-se geralmente à matéria médica, com indicações de remédios e repouso. Contudo, todos nós conhecemos algum caso de pessoa doente, tratada por um ótimo médico e tomando os melhores remédios, que permanece enferma (isso pode, inclusive, estar acontecendo com você, neste momento).

Spitz estudou os efeitos nefastos da falta de contato físico em casos de tratamento de doenças. Uma criança sem carinho – contato físico apesar de todo o tratamento orgânico, pode não sarar por estar mantendo uma doença oriunda da falta de afagos.

A criança necessita ser tocada; beijada, olhada, percebida!

O leite materno, quentinho em sua boca, estômago satisfeito, é um TOQUE! O corpo quente é um TOQUE!

Os estímulos são tão importantes para a saúde como o são os alimentos!

Muitos pais formam idéias errôneas sobre as crianças ou sobre a sua educação, como por exemplo: 'Não vou pegar no colo para não acostumar mal', 'Não vou dar muita atenção porque quero que ele aprenda a ser independente'.

O berço da criança acaba sendo uma cela solitária ... da qual o prisioneiro fará tudo para sair.

Vai chorar alto ... e pode ser que alguém diga: 'É manha; acabou de mamar!'

Poderá ficar levemente enfermo e dirão: 'Não sei o que acontece com ele, que está sempre doente'.

Poderá ficar gravemente enfermo ... e dirão: 'Meu Deus, é melhor não tirá-lo do berço'.

Poderá, em caso extremo, vir a morrer (e existe uma série enorme de experimentos mostrando como isso é verdadeiro).

O reconhecimento da existência é, basicamente, o que motiva a humanidade. 'Papai, olha, aqui estou eu' (Presidente dos EEUU) ou

'Papai, olha, aqui estou eu' (sentado na cadeira elétrica).

Essas idéias são para introduzirmos o conceito de CARÍCIAS e sua IMPORTÂNCIA.

CARÍCIA (toque, afago, estímulo) é a unidade de reconhecimento humano.

Começa no nascimento, com o toque físico. Depois passa para palavras, olhares, gestos e aceitação.

Sem dúvida o toque físico é o mais potente meio de reconhecimento ...

Com o passar dos anos, o toque físico pode, razoavelmente, ser substituído pelo toque verbal. Então, um acariciamento no rosto da esposa pode ser substituído por um 'Que bom que você veio!'

Todos nós queremos ser reconhecidos!

Todos nós necessitamos de carícias! Tanto quanto precisamos de comida).

Chamamos de "CARÍCIAS" porque CARÍCIAS são o que o bebê necessita quando nasce.

E, nesse sentido, apesar de adultos, necessitamos de CARÍCIAS, TOQUES, CARINHO. Tudo isso compõe o ALIMENTO IDEAL para o desenvolvimento do ser humano. Sem isso ele pode apresentar um quadro de retardamento mental (oriundo da carência de toques na infância), fechar-se em seu mundo e tornar-se, até, um psicótico.

Nenhuma criança (ou adulto) aguenta a indiferença dos pais! Um beijo é melhor que um tapa. Mas, um tapa é melhor do que a indiferença...!

E, por não aguentar a indiferença, a criança vai experimentar condutas diferentes para chamar a atenção, até encontrar algumas que funcionem ..

Para receber ESTÍMULOS, se não tem afeto, qualquer coisa pode servir: um tapa dos pais, gritos, beliscões, olhares de raiva ou desprezo!

Tudo isso são exemplos de CARÍCIAS NEGATIVAS. Elas satisfazem a necessidade de atenção da criança, ainda que produzindo a dor e sentimentos de rejeição.

A qualidade das caricias que a criança recebe dá uma idéia primitiva de como fazer para ser reconhecido ou aceito.

A carícia é o combustível do comportamento humano Nossas condutas são induzidas por nossa necessidade de reconhecimento. Algumas, de maneira imediata: 'hei, por que você não me cumprimentou?'. Outras, a longo prazo: 'Com essa descoberta, vou ganhar o prêmio Nobel'. Ou: 'Eles ainda me pagam...!' Ou ainda: 'Vou ganhar muito dinheiro para dar em casa para os meus pais'. Muitas vezes, toda uma série de acontecimentos é notivada por um simples gesto de atenção (lembram das loucas histórias de paixão de adolescentes'?). A vida dos seres humanos, na maioria das vezes, é orientada para a pessoa receber do pai um abraço que não conseguiu quando criança, de modo incondicional, simplesmente pelo fato de ser um filho, de existir. Muitas vezes, carreiras que poderiam ter sido brilhantes, vão desmoronando por falta de estímulos. Muitas v vezes, os seres humanos funcionam como burros que caminham motivados por uma cenoura colocada suspensa em uma vara, na frente. Caminham o tempo todo e, freqüentemente, nem chegam a comer a cenoura ... (andando atrás de um vislumbre de reconhecimento). São pessoas que colocam um objetivo lá na frente, sem valorizar o prazer de viver. Esse objetivo pode ser uma situação na qual vai receber uma tonelada de carícias, por ter atingido o alvo. Outras vezes, não conseguem atingir esse objetivo e receber as carícias por não terem conseguido realizá-lo. É importante na nossa vida que cuidemos de procurar as carícias das quais necessitamos, ao mesmo tempo em que, a cada momento, desfrutemos o fato de estar vivos.

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O Amor é a Lei de Deus

O amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem.

E que é amar, senão aquele que ama absorver o amado de modo que os dois sejam um?

A quem ou a o quê devemos amar? Podemos escolher certa folha da Árvore da Vida e despejar sobre ela todo o nosso coração? E o ramo que produziu essa folha? E a haste que sustenta esse ramo? E a casca que protege essa haste? E as raízes que alimentam a casca, os ramos e as folhas? E o solo que envolve as raízes? E o sol, o mar e o ar que fertilizam o solo?

Se uma pequena folha merece vosso amor, quanto mais o merecerá a árvore toda! O amor que corta uma fração do todo antecipadamente se condena ao sofrimento.

Direis: "Mas há muitas e muitas folhas em uma única árvore: umas são sadias, outras são doentes; umas são velhas, outras, feias; algumas são gigantes, outras são anãs. Como poderemos deixar de escolher?"

E dir-vos-ei: da palidez do doente provém a vitalidade do sadio. E dir-vos-ei ainda mais, que a fealdade é a paleta, a tinta e o pincel da beleza; e que o anão não seria anão se não tivesse dado parte de sua estatura ao gigante.

Vós sois a árvore da vida. Cuidado para não dividirdes a vós mesmos! Não ponhais um fruto contra outro fruto, uma folha contra outra folha, um ramo contra outro ramo; nem ponhais o ramo contra as raízes, ou a árvore contra a Terra-Mãe; É exatamente isso que fazeis quando amais uma parte mais do que o restante, ou com exclusão do restante.

Vós sois a árvore da vida. Vossas raízes estão em toda a parte. Vossos ramos e folhas estão em toda a parte. Vossas frutos estão em todas as bocas. Sejam quais forem os frutos dessa árvore; sejam quais forem seus ramos e folhas; sejam quais forem suas raízes, serão vossos frutos; serão vossas folhas e ramos; serão vossas raízes. Se quiserdes que a árvore de frutos doces e aromáticos, se a desejardes sempre forte e verde, cuidai da seiva com que alimentais suas raízes.

O Amor é a seiva da vida. O ódio é o pus da morte. Mas o Amor, tal como o sangue, precisa não encontrar obstáculos para circular nas veias. Reprimi o movimento do sangue, e ele se tornará uma ameaça, uma praga. E que é o ódio senão Amor reprimido ou Amor retido, tornando-se um veneno tanto para quem alimenta como para o alimentado, tanto para quem odeia como para quem é odiado?

Uma folha amarela em vossa árvore da vida é somente uma folha à qual faltou Amor. Não culpeis a folha amarela.

Um ramo ressequido é somente um ramo faminto de Amor. Não culpeis o ramo ressequido.

Uma fruta podre é somente uma fruta que foi amamentada com ódio. Não culpeis a fruta podre. Culpai antes vosso coração cego e egoísta que repartiu a seiva da vida a uns poucos e negou-a a muitos, negando-a assim a si próprio.

Não há outro amor possível senão o amor a si próprio. Nenhum ser é real, senão aquele que abrange o Todo. Eis porque Deus é amor; porque Deus se ama a si mesmo.

Se o Amor vos faz sofrer, é porque ainda não encontraste vosso próprio ser, nem achastes ainda a chave de ouro do Amor, pois se amais um ser efêmero, vosso amor é efêmero.

O amor do homem pela mulher não é Amor. É algo muito diferente. O amor dos pais pelos filhos é tão-somente o limiar do sagrado templo do Amor. Enquanto cada homem não amar a todas as mulheres, e vice-versa; enquanto cada criança não for filho de todos os pais e de todas as mães, e vice-versa, deixai que os homens se gabem das carnes e ossos que se apegam a outras carnes e ossos, mas jamais deis a isto o sagrado nome de Amor. Será blasfêmia.

Não tereis um único amigo enquanto vos considerardes inimigo ainda que seja de um único homem. Como pode o coração que abriga inimizade ser um refúgio seguro para a amizade?

Não conhecereis a alegria do Amor enquanto houver ódio no coração. Se alimentásseis com a seiva da vida todas as coisas, menos um pequenino verme, esse pequenino verme sozinho tornaria amarga vossa vida, pois quando amais alguém ou alguma coisa, em realidade somente amais a vós próprios. Do mesmo modo, quando odiais alguém ou alguma coisa, em verdade odiais a vós mesmos, pois quem ou aquilo que odiais está inseparavelmente ligado àquilo ou quem amais, como o verso e o reverso da mesma moeda. Se quiserdes ser honestos com vós mesmos tereis de amar aqueles e aquilo a quem ou a que odiais e aqueles e aquilo que vos odeia, antes de amardes o que amais e o que vos ama.

O Amor não é uma virtude. O Amor é uma necessidade; mais necessidade é do que o pão e a água; mais do que a luz e o ar.

Que ninguém se orgulhe de amar. Deveis respirar o Amor tão natural e livremente como respirais o ar para dentro e para fora de vossos pulmões, pois o Amor não precisa de ninguém que o exalte. O Amor exaltará o coração que considerar digno de si.

Não espereis recompensa do Amor. O Amor é, em si mesmo, recompensa suficiente para o Amor, assim como o ódio é, em si mesmo, castigo bastante para o ódio.

Não peçais contas ao Amor, pois o Amor não presta contas senão a si mesmo.

O Amor não empresta nem pode ser emprestado; o Amor não compra nem vende; mas quando dá, ele dá-se todo inteiro; e quando toma , toma tudo. E seu dar-se é tomar. Conseqüentemente é o mesmo, hoje, amanhã e sempre.

Assim como um poderoso rio que se esvazia no mar é reabastecido pelo pelo mar, assim deveis esvaziar-vos no Amor para que sejais para sempre enchidos de Amor.

A lagoa que retém o presente que o mar lhe dá, torna-se uma lagoa de água estagnada.

Não há "mais" nem "menos" no Amor. No momento em que tentardes graduar e medir o Amor, ele desaparecerá , deixando só amargas recordações. Nem há "agora" nem "depois", ou "aqui"e "acolá" no Amor. Todas as estações são estações do Amor. Todos os locais são próprios para serem habitados pelo Amor.

O Amor não conhece fronteiras nem obstáculos. Um Amor cuja ação é impedida por qualquer obstáculo não merece o nome de Amor. Sempre vos ouço dizer que o Amor é cego, no sentido de que não vê defeitos naquele que é amado. Essa espécie de cegueira é o máximo de visão.

Oxalá fôsseis sempre tão cegos que não encontrásseis faltas em coisa alguma!

Não! É claro e penetrante o olhar do Amor. Por isso ele não vê faltas. Quando o Amor houver purificado vossa visão, não vereis jamais nada que não seja digno de vosso Amor. Só uma vista despojada de Amor, um olho faltoso, está sempre ocupado em encontrar faltas, e quaisquer faltas que encontre, serão suas próprias faltas.

O Amor integra. O ódio desintegra. Mesmo vosso corpo, perecível como parece ser, resistiria à desintegração, se amásseis com a mesma intensidade cada uma das células que o constituem.

O Amor é paz cheia de melodias da vida. O ódio é a guerra ansiosa pelos satânicos golpes da morte.

Que preferis: o Amor para gozardes a paz eterna, ou o ódio para estardes sempre em guerra?

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Você tem o Poder

 No princípio, quando o Homem era um Ser Divino, Uno com sua Fonte, Ele próprio não ignorava ser UM com o Pai e da mesma essência, uma vez que existe, existiu e sempre existirá Uma Essência Única mediante a qual foi criado tudo quanto existe, existiu e sempre existirá. Se esse fato é verdadeiro, como pode o Homem ser diferente de Quem ele chama de Deus? Deus é um nome dado para definir ALGO sem nome, pois que nome dareis a totalidade do todo? É tão sagrado e tão completo em Si próprio, - contendo tudo de todas as coisas, que não podeis conceber nada onde este Todo não esteja presente. Quando o homem começar a entender a magnitude de tão excelsa verdade, saberá que é um Deus entre os homens. Na realidade assim o é, pois habita neste Todo, possui seu Ser Chamemos este Todo de Os Braços do Amor, porquanto no momento em que o Homem descobrir essa grandeza sentirá Nele toda a Proteção. Se o Homem é da mesma essência do pai, então ele e o pai são um. Jesus disse: “Aquele que me tem visto viu o pai”. Não pode ser outra coisa que a Verdade do Ser, pois este Pai é Puro Espírito no Qual “todos vivem, todos se movem e todos têm Existência”. Em face de alta afirmativa, então a verdade do Ser não pode ser contestada. Ponderai sobre esta Verdade e na vossa ponderação rogai ao Pai para que Isto se torne real em vós. Existem muitas Verdades, mas somente quando perceberdes ou compreenderdes esta Verdade ela será Verdade para cada um. No interior do vosso Ser ou na vossa Memória estão gravados toda a Sabedoria e todo o Conhecimento, os quais poderão ser trazidos à superfície de vossa consciência. Se pedirdes ou meditardes sobre estas Verdades, recebereis a prometida revelação, porquanto é Lei. No princípio a Criação foi feita ou, segundo a vossa Bíblia, “todas as coisas foram criadas”. Analisemos esta frase. Se tudo foi feito no Princípio então não resta mais nada por fazer. E como as coisas foram feitas? Pela palavra de Deus. Eis aqui o segredo da Criação.

Tratemos agora dos sete degraus da Criação. “Deus trabalhou durante seis dias e no sétimo descansou”. Qual foi ou qual é o primeiro degrau? A Palavra, pois sem Ela nada poderia ser criado. Deus disse: “Façamos o Homem semelhante à Nossa  Imagem”. Usando o plural no verbo fazer, quem eram os outros aos quais Deus se dirigiu? Os senhores da Criação, os Elohim. Portanto, primeiro veio a Palavra e depois a imagem. Vós dizeis a Palavra e depois àquilo que imagineis. Sigamos o fio desta idéia. “Deus fez o Homem à sua imagem”. Eis a nossa segunda chave. Ele e os Senhores da Criação imaginaram o Homem à Sua semelhança. Em seguida bafejou o Sopro da Vida no Homem tornando-o real. Sabeis que sem o sopro da vida nada vive. A imagem ficará apenas uma imagem e jamais poderá tomar forma e concretizar-se, enquanto não receber dentro dela o Sopro da Vida. Este raciocínio nos leva ao terceiro degrau da Criação: -dar Vida à nossa imagem. Deveis empregar os meios a fim de transformardes em realidade a vossa imagem ou concepção por intermédio de vossa Respiração.

 O quarto degrau é à vontade. Porém, somente pela Vontade de Deus poderá ser cumprida. Não vos esqueçais de que o termo Deus significa Puro Espírito. Portanto, mesmo seguindo os três primeiros degraus, ainda vos resta a vontade ou a aprovação do Divino Espírito sem a qual não se pode realizar coisa alguma. Todavia, uma vez tomada à resolução ou estabelecida a vossa vontade de alcançardes a Meta, ela já está concluída no abstrato. O quinto degrau é confiardes nesta Verdade porque é Lei e a Lei é. Destarte, deveis construir a fé em vós mesmos se quiserdes criar conscientemente. O sexto degrau é Amor. Respirai o Amor do vosso Ser sobre a vossa própria imagem ou forma. Após a Criação do homem, “Deus disse que era boa”. Assim, isto nos leva a crer que Ele ficou satisfeito, que a obra estava concluída e que era boa. Então, Deus descansou. Seu repouso nos conduz ao sétimo degrau. “Ele descansou”. Descansando significa que tendo feito tudo, trabalhado de acordo com a Lei ou plantado a semente, esperou a operação de a Lei pôr em manifestação a sua obra. Sabia que já estava feita, porquanto a Lei é ou a Essência da Vida é, e a Energia Criadora pode ser modelada em qualquer imagem concebida pelo homem. Oh! Criai, então, o vosso mundo, porque sois o Criador em forma humana. Como Filho recebestes todo Poder nos céus e na Terra. Reclamai o que é vosso, o vosso direito, a vossa herança. São vossos, pertencem-vos desde o princípio.

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Um segredo do sucesso

Muitos anos atrás, o então presidente da Câmara de Comércio Americana contou uma história em seu jantar de aposentadoria. Ele havia se tornado um dos homens de negócios mais respeitados em seu país e no exterior. Conquistara a fama de exigência de alto padrão de qualidade que todo homem de negócios sonha ter.

Contou que, quando era jovem, malsucedido e frustrado, leu uma inscrição em um papel de embrulho afixado em um painel de seu colégio. Passando por ali, algo fez com que se detivesse, e ele leu a inscrição. Dizia: "Seu sucesso na vida será diretamente proporcional ao que você fizer depois que tiver feito o que se espera que faça."

Ele disse, então, aos convivas, que estas palavras mudaram sua vida. Até aquela altura de sua carreira, ele achava que trabalhava bem porque fazia o que lhe pediam, o que se esperava que ele fizesse. A partir daquele momento, no entanto, decidiu que faria muito mais do que se esperava dele. Tomou a decisão de que sempre iria um pouco mais longe e faria mais do que aquilo que era pago para fazer. A partir daquele dia, e pelo resto de sua carreira, levantou-se um pouco mais cedo, trabalhou com um pouco mais de afinco e ficou até um pouco mais tarde. Movia-se com mais rapidez de uma tarefa a outra e de um cliente a outro.

Eis, então, o que sempre acontece. Quanto mais rápido ele se movia, mais experiência adquiria. Quanto mais experiência adquiria, melhor se saía em seu trabalho. Quanto melhor se saía, melhores resultados obtinha no mesmo período de tempo. Em pouquíssimo tempo, ele estava ganhando mais e sendo promovido mais depressa.

Ao agir com mais rapidez e fazer sempre mais do que o esperado, ele passou para a pista de alta velocidade em sua carreira e começou a deslanchar lindamente. Logo seria promovido para um novo departamento e, em seguida, contratado para uma nova empresa, assumindo a responsabilidade por uma nova área. A cada um desses passos, adotava sempre a mesma estratégia. Faça mais do que aquilo pelo qual você é pago. Faça mais do que os outros esperam. Vá um pouquinho adiante. Esteja sempre ocupado, não pare nunca. Mexa-se. Não perca tempo. E ele nunca olhou para trás.

Texto extraído do livro Metas, de Brian Tracy

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O Apego
 

O apego está relacionado ao agarrar-se. Agarrar algo é um ato superficial, não existencial. Todos nós somos apegados à alguma coisa, entretanto sabemos o quanto sofremos quando temos que abrir mão daquilo que estamos apegados. Saiba que o apego limita nossos verdadeiros desejos. Quando estamos apegados somos mesquinhos e egoístas e não estamos seguindo o fluxo da natureza.

 A natureza é desapegada. Por exemplo, quando um pássaro bota um ovo, a mãe está presente até o momento em que seu filhote nasce, cresce e fica forte. Depois, o pequeno pássaro vai buscar o seu próprio caminho. A mãe não se apega ao filhote que agora já é um adulto.

 Existem diversas formas de apego as quais podemos renunciar. Faça uma reflexão interna e perceba qual apego que existe hoje em sua vida e qual você já estã disposto a deixar fluir:

Tipos de Apego

 
 Apego ao ego: está relacionado a idéias e pensamentos fixos, sendo que pessoas apegadas ao ego são menos compreensíveis e mais preconceituosas. Atividades junto a natureza propiciam uma quietude interna, onde observamos menos conflitos de egos. Por exemplo, se imagine em uma caminhada na trilha de uma floresta com outras pessoas. Geralmente, as pessoas estão mais interessadas nas paisagens, no clima, nos animais que poderão surgir, sentindo e curtindo o que a natureza tem de bom. Um outro exemplo acontece nos retiros espirituais: exigimos menos e somos exigidos menos também, portanto não há nada que precisa ser provado. Na vida cotidiana estamos sempre pensando em termos de "meu espaço", "meu tempo", "meu trabalho", "meus objetos", "meus amigos". Quando largamos tudo isso, podemos assim permitir que outros entrem em nossas vidas tornando-se mais próximos de nós mesmos.

 Apego à opiniões estreitas: ocorre quando o indivíduo está apegado à concepções que não funcionam. Pode ocorrer também quando a pessoa estabelece uma opinião fixa em relação à vida de outra pessoa. Por exemplo: quando o pai ou mãe exige que a sua filha siga uma carreira escolhida por um deles. Essas pessoas costumam projetar os seus desejos e opiniões em cima das outras pessoas, sendo que a última palavra deverá ser a dela, tornando a situação desagradável. Uma soluçãp seria usar uma percepção meditativa, sem julgamentos, para abrir nossas mentes e fluir com as idéias - em vez de se fixar nelas.

 Apego ao princípio do prazer e da dor: podemos perceber esse apego em pessoas dependentes de bebidas, chocolates, vícios, romances que nunca dão certo, família etc. Para exemplificar este tipo de apego imaginem a seguinte cena: uma mulher é questionada se é feliz no casamento e dá a seguinte resposta: "Eu acho que sim, apesar do meu marido bater em mim e no meus filhos, ele é trabalhador, não deixa faltar nada em casa. Enfim, nunca parei para pensar nisso, estamos juntos há tanto tempo. Acho que acostumei com isso, não me vejo sem ele." Esse é um caso fictício, porém típico de apego ao sofrimento. Ficamos tão presos as rotinas familiares de relacionamentos dolorosos que nem sabemos mais como soltá-las e caminhar em outra direção mesmo quando fica evidente que isto é o que nos convém.

 Apego à ritos e rituais vazios: ocorre quando as pessoas se agarram a dogmas vazios o tempo todo, não sendo capazes de abrirem suas mentes e pensar por si mesmos porque acreditam em alguma coisa simplesmente porque foi dito por alguma autoridade ou porque está escrito em um livro.

 Apego à visão limitada e míope que só é capaz de enxergar a partir de um único ponto de vista: quando expandimos nossa auto-percepção, passamos a ver, ouvir e sentir a partir de um outro ponto de vista, mais amplo. Podemos sentir a fragrància divina ou intuirmos uma presença impalpável, porém autêntica. Ao nos sentirmos compelidos a aprender e amar, precisamos olhar com mais profundidade para as complexidades de nossas experiências, com todos os seus diversos níveis interligados, dimensões variadas e múltiplas formas de existência.

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Pequeno Manual de Pai e Mãe

1. PRECEITOS GERAIS

• Falem a mesma língua. Quando o pai diz vinho e a mãe diz ‘água”, o filho disanda Troquem idéias em família antes de tomar decisões importantes, para contar com o compromisso de todos.

• Imponham limites saudáveis e possíveis de respeitar. Ausência, incoerência ou inconstância de limites provocam ansiedade, falta de controle e insegurança, levando à diminuição da auto-estima das crianças.

• Prometam somente aquilo que pode ser cumprido. Muitos pais prometem o que sabem de antemão que não conseguirão fazer. Talvez seja mais cômodo prometer que enfrentar realmente o que precisa ser feito. Não existe nada pior para os filhos que perder a confiança nos pais. Lembrem-se: quem promete pode esquecer, mas o credor da promessa jamais a esquece.

• Peçam aos filhos que contem o que fizeram em casa, o que aprenderam na escola, o que viram no passeio — e saibam ouvir. Assim, estarão ensinando a ouvir, além de participar da vida deles, mesmo que estejam ausentes fisicamente.

1 As crianças escutam também com os olhos; portanto, quando quiserem realmente ser ouvidos, falem olhando dentro dos olhinhos delas.

• Utilizem os cinco passos para um atendimento total que leve à educação integral:

1. Parem o que estiverem fazendo e limpem a cabeça de pensamentos preconcebidos, como se fossem atender o filho pela primeira vez.

2. Ouçam até o fim a fala do filho (estimula o racional-humano).

3. Olhem: o olhar é instintivo e capta tudo instantaneamente (estimula o instintivo-animal).

4. Pensem na melhor resposta para atender as necessidades e alimentar a independência e auto-estima.

5. Ajam conforme a linha educativa que pretendem adotar.

2. EXIGÊNCIA E GRATIDÃO

• Não exijam do filho mais do que a capacidade dele permi te nem deixem de exigir o que ele é capaz de fazer.

• Peçam a ajuda do filho, mas sem explorá-lo.

• Agradeçam-lhe com um sonoro e afetivo “muito obrigado”, coroado com um gostoso beijinho estalado na bochecha, quando sentirem de fato gratidão no coração pela ajuda que receberam. Não banalizem a gratidão.

• Depois de atender a um pedido da criança, agachem-se e, olhando no fundo dos olhos dela, peçam: “E o meu ‘muito obrigado’ não vem?” O sentimento de gratidão fortalece os relacionamentos e inspira boa vontade.

• Ajudar os filhos não significa fazer por eles o que eles têm capacidade de fazer. Lembrem-se: quem sabe fazer aprendeu fazendo! Quando a mãe e o pai fazem a lição pelos filhos, não importam os motivos, além de emburrecê-los es tão ceifando preciosas etapas do aprendizado.

• Mais importante que o resultado simples e seco é saber dos recursos utilizados para consegui-lo. Tirou nota 8? Como? Colou do vizinho? Assinou o trabalho do grupo sem participar dele? O 8 vale muito mais se estudou. Assim, a ética e a disciplina são incorporadas na formação da auto-estima.

3. ERROS E APRENDIZADOS

• Em lugar de castigos e punições, usem a filosofia das con seqüências. Geralmente o castigo não educa. O erro deve levar ao aprendizado.

• Conseqüências têm de ser educativas e previamente com binadas, para que as crianças saibam que estão fazendo algo que não deviam.

• Gritando ou batendo, perde-se a autoridade da ética e a força da razão. Expliquem os motivos da proibição e do ‘não” e sugiram formas de aproveitar aquela energia que seria gasta de maneira inadequada em outra atividade permitida. A todo ‘não” deveria seguir-se um ‘sim’ em outra direção.

• Quanto menor a idade da criança, mais curtas e claras devem ser as explicações. Peçam e ouçam a versão dos filhos, mas não aceitem uma justificativa qualquer

• Uma criança entende quando lhe dizem: “Eu amo você, mas não gosto do que você faz Apesar de estar sendo advertida, essa frase fortalece sua auto-estima. Cuidado para não desgastar o “eu amo você’ Usem somente quando o amor vier realmente do fundo do coração. O amor raramente vem na hora da bronca, portanto, se não for muito necessário, dispensem a primeira parte da frase...

4. PAPOS E COMIDA

• Todos passam por momentos de inapetência. Ninguém morre por ficar sem comer algumas horas. Mas a criança tem de aprender que se não comer vai ficar em jejum até a próxima refeição.

• É importante que ela se sente à mesa e converse com os pais durante a refeição, mesmo que não coma, pois isso aumenta e fortalece a alegria de viver em família.

• A refeição deve ser acompanhada de conversas alegres, sem muito peso nem responsabilidade, para que não se prejudiquem a mastigação e a digestão.

.• O mau humor é péssimo tempero para a alma.

• Quando o pai e a mãe estiverem de folga, sem cozinheira em casa, cada um pode comer o que quiser, não importa o que nem a hora. A criança pode passar sem almoço, ir à lanchonete, comer pastéis e esfihas e tomar garapa. É o recreio das obrigações alimentícias. As crianças concordam em comer alimentos saudáveis quando sabem que há um dia em que podem se satisfazer com ‘porcarias’: é o Dia da Porcaria.

• A criança que aprende que a comida adequada faz bem a seu corpo, assim como ouvir boas histórias agrada a alma, sabe esperar e suportar frustrações, o que é fundamental para viver bem em sociedade.

5. HORA DE ESTUDAR

• Escolham local e mesa adequados para o estudo. É impor tante que caibam o caderno e os cotovelos abertos da criança sobre a mesa. Não para apoiar os cotovelos, e sim

o antebraço e ainda sobrar espaço suficiente para outros cadernos e livros.

• Ajudem a organizar os horários de estudo. Percebam que horários rendem mais e quando é inútil ficar sentado na frente dos livros.

• A criança deve estudar em voz alta e evitar decoreba. Num quarto com TV, internet, telefone ou qualquer outro atrativo, torna-se sonífero ler somente com os olhos. Não é justo com a mãe ou com qualquer outro adulto ler para a criança. O importante é que ela mesma descubra o lema,  fazer o que deve ser feito. Afinal, ela é responsável pela lição de casa.

1 Fazer lições pelo filho, enfeando a própria letra, é um veneno para a auto-estima dele. A professora precisa saber o que a criança consegue ou não fazer para auxiliá-la na preparação das aulas.

1 Saber na ponta da língua não é o que interessa. É impor tante que a criança aprenda a pensar. Portanto, em vez de tomar a lição estudada, peçam à criança que a explique usando suas próprias palavras: ‘Vamos fazer de conta que você é o professor, e eu, seu aluno. Só não vale repetir o que está escrito. Invente um jeito de me explicar diferente’ O que favorece o aprendizado é aplicar o que estudou. Dar aula é um excelente método de memorização do conhecimento.

1 É dever da criança arrumar e carregar a mochila. A mãe pode ajudar a organizá-la, mas quem pega os cadernos é a criança.

• Nunca comparem um filho com outro ou com qualquer pessoa. Cada um tem o privilégio de possuir identidade própria.

• Brigas são maneiras de buscar poder, autonomia, impor tância, individualidade. Os pais devem tratar cada filho de maneira diferente. Podem, ao mesmo tempo, premiar o que merece e não dar nada para o que não merece. Uniformizar castigos e prêmios tira o valor deles.

• Brigas físicas não podem ser toleradas. Os pais devem interferir fisicamente na separação dos briguentos com um sonoro, firme e claro “parem com isso!”

1 Tentar descobrir o responsável pelas brigas para castigá-lo geralmente é impossível, pois todos têm argumentos bastante razoáveis de que são vítimas e não algozes A culpa é sempre do outro.

• Se um dos filhos estiver machucado ou com olho roxo, o que machucou deve assumir as conseqüências: fazer cura tivos ou compressas de água fria ou quente no outro. Castigos não resolvem brigas entre irmãos, mas assumir as conseqüências e compensar os danos pode educar bastante.

7. CIDADANIA

• Conhecer e praticar a cidadania faz parte da saúde social. Os pais devem ensinar aosfilhos que não é justo nem ético ofender e menosprezar as pessoas, fingir que não existem, achar que a culpa é sempre dos outros. Qualquer ser humano merece ser tratado com respeito.

• Dê poder a um ignorante e ele mostrará sua ignorância no poder. Quando os pais aceitam a delinqüência do filho, estão lhe dando autoridade, que acaba gerando poder. Como não tem conhecimentos, muito menos sabedoria, o ignorante transforma suas vontades e instintos em leis impostas tiranicamente.

• A criança que guarda seu brinquedo depois de brincar aprende a cuidar dos pertences. Quem não cuida perde o que tem. Para ter é preciso saber preservar. O ser humano é o maior predador da natureza, mas poderia ser seu maior preservador.

• Quem tem o hábito de arrumar o quarto cuida de seu pequeno habitat. Logo esses cuidados se estenderão à casa e à escola. No futuro, terá facilidade de cuidar da cidade e do planeta.

• A criança que quer ser ouvida e atendida deve aprender a se expressar e a pedir. Se ela obtém respostas, correspon de a quem lhe pergunta.

• Quem não respeita os próprios pais não tem por que respeitar a sociedade.

8. ÉTICA

1 Quando o filho não respeita os pais e estes nada fazem, ele se sente autorizado a desrespeitá-los. Isso dá poder ao filho, desencadeando a inversão de valores.

• Quando os pais fazem, mesmo por amor, os deveres do filho, são antiéticos. Quem está sendo enganado? Quem é o principal prejudicado?

• Quando os pais arrumam a bagunça do filho, estão crian do um folgado. Não é ético ser folgado, porque sempre há alguém sufocado embaixo dele. Se o filho joga lixo no chão e a casa está limpa, o sufocado pegou esse lixo por ele.

1 Falar mal da mãe ou do pai ausente, além de não agradar à criança, é prejudicial à educação ética porque gera inse gurança e conseqüentes danos à auto-estima. Além disso, prejudica a educação da criança, que absorve esse costume do “como somos’ Lembre-se: quem fala mal de um para outro, quando encontra um terceiro pode também falar mal do outro.

• Evitem mentir ou dar desculpas esfarrapadas na frente da criança e muito menos pedir-lhe ajuda para esse fim. Assim, evita-se a criação de um mentiroso, um dos primeiros estágios da delinqüência.

9. AUTO-ESTIMA

• Cuidados adequados à idade, carinhos, respeito e afeto ao lidar com o bebê alimentam sua auto-estima essencial.

• Reconhecer e festejar as realizações e conquistas, reforçá las alegremente e estimular, sem pressionar, a mais uma descoberta alimentam a auto-estima fundamental.

• A criança sente satisfação em fazer a lição de casa. A satisfação da realização alimenta a auto-estima. Portanto, os pais que fazem a lição pelos filhos estão ceifando sua auto-estima.

• O afetivo clima familiar de ajuda mútua que reforça a sensação de pertencimento a uma família/equipe nutre a auto-estima familiar.

• Os pais podem dar alegria, conforto, satisfação e roupas da moda para os filhos, mas não podem lhes dar felicidade. O que os pais podem fazer é alimentar a auto-estima dos filhos, que é a base da felicidade.

• A alegria de ter pode ser trocada rapidamente pela depressão de não ter, mas nada nem ninguém consegue se apossar da felicidade de ser.

Texto extraído do livro: Quem Ama Educa, de Içami Tiba

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 Possuímos o que damos


É mais bem-aventurado dar do que receber." - Paulo. ATOS. 20:35

Quando alguém se refere à passagem evangélica que considera a ação de dar mais alta bem-aventurança que a ação de receber, quase todos os aprendizes da Boa Nova se recordam da palavra "dinheiro". Sem dúvida, em nos reportando aos bens materiais, há sempre mais alegria em ajudar que em ser ajudado, contudo, é imperioso não esquecer os bens espirituais que, irradiados de nós mesmos, aumentam o teor e a intensidade da alegria em torno de nossos passos. Quem dá recolhe a felicidade de ver a multiplicação daquilo que deu. Oferece a gentileza e encorajarás a plantação da fraternidade. Estende a bênção do perdão e fortalecerás a justiça. Administra a bondade e terás o crescimento da confiança. Dá o teu bom exemplo e garantirás a nobreza do caráter. Os recursos da Criação são distribuídos pelo Criador com as Criaturas, a fim de que em doação permanente se multipliquem ao Infinito. Serás ajudado pelo Céu, conforme estiveres ajudando na Terra. Possuímos aquilo que damos. Não te esqueças, pois, de que és mordomo da vida em que te encontras. Cede ao próximo algo mais que o dinheiro de que possas dispor. Dá também teu interesse afetivo tua saúde, tua alegria e teu tempo e, em verdade, entrarás na posse dos sublimes dons do amor, do equilíbrio, da felicidade e da paz, hoje e amanhã, neste mundo e na vida eterna.

Texto extraído do excelente livro Fonte Viva, de Chico Xavier

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 Deus em Ação

Os aparentes mistérios da vida, com as experiências que os acompanham, são bênçãos sob falsas apresentações, quando bem compreendidos - porque qualquer experiência que nos faça voltar com mais firmeza para a Una Presença "EU SOU", Deus em Ação, ter-nos-á sido de um maravilhoso proveito e benefício.

A situação desafortunada em que se encontram as pessoas ocorre porque elas visam eternamente às fontes exteriores para obter inspiração e também o Amor, que nada mais é do que a Suprema Presença e Poder do Universo.

Sejam quais forem as condições que tivermos de enfrentar, não devemos, em tempo algum, esquecer a Verdade de que o Amor é o Centro do Universo, em torno do qual tudo gira. Isso não significa que devamos amar desarmonia, discórdia ou qualquer coisa diferente do Cristo, ao contrário, devemos amar Deus em Ação, a "Presença EU SOU" em tudo parte presente, porque o oposto ao ódio é o Amor e não se pode odiar em qualquer sentido sem antes ter amado profundamente.

Cada ser humano é um poder e está destinado a ser o princípio governante de sua vida e de seu mundo. Reconhecendo que, no interior de toda pessoa, está a "Presença EU SOU", Deus em Ação permanente, então cada um sabe que empunha o Cetro do Domínio, e deve recordar que a invencível Presença de Deus é, a todo instante, a atividade inteligente no seu mundo e assuntos. Isso mantém sua atenção distanciada da aparência exterior, que nunca exprime a Verdade senão quando iluminada pela "Presença EU SOU".

Seja qual for o problema que deva ser solucionado, só há um Poder, Presença e Inteligência que pode resolvê-lo: é o reconhecimento, por parte do indivíduo, da Presença de Deus, na qual nenhuma atividade externa pode interferir a não ser que a atenção da pessoa se afaste, consciente ou inconscientemente, do reconhecimento e aceitação do Supremo Poder de Deus.

O princípio vital, sempre em atividade, está continuamente tentando expressar-se em sua Perfeição natural; mas os seres humanos, dotados que são de livre-arbítrio, consciente ou inconscientemente qualificam-no com toda espécie de deformidade. O indivíduo que mantém a atenção firmemente fixada na "Presença EU SOU", em Deus e com Deus, torna-se um Poder Invencível que manifestação alguma da humanidade pode destruir.

No reconhecimento de que: "EU estou aqui" e "EU estou já", surgirão pessoas para nos auxiliar onde se fizer necessário, já que o "EU SOU" também está no íntimo daqueles amigos. A libertação de todo domínio externo ou interferência somente pode ocorrer através desse reconhecimento da "Presença EU SOU", Deus em Ação, na vida e no mundo do indivíduo.

Muitas vezes isto requer grande tenacidade, para ele se manter inabalavelmente nessa Presença, quando as aparências negativas parecem estar dominando. O antigo provérbio: "Ninguém fracassa enquanto não se rende" é bem verdadeiro, porque enquanto o indivíduo confia, com plena determinação, em Deus como sua Inteligência Governante, não há atividade humana que passa interferir na Grande Emanação que flui em seu redor.

Através dos séculos a humanidade deu toda a sua atenção às aparências externas, atraindo desse modo toda espécie de discórdias e desgraças. Hoje, porém, há milhares que estão chegando ao conhecimento da Presença de Deus dentro deles como Absolutamente Invencível, a ponto de se estarem gradualmente elevando acima da injustiça, da discórdia e da desarmonia motivada pela criação externa. Enquanto a humanidade ou os indivíduos não conservarem sua atenção na "Presença EU SOU", o Deus Interior, encontrar-se-ão cercados pelo indesejável; mas, por meio desta "Presença EU SOU", cada um tem o poder de elevar-se acima da discórdia e perturbação dessa criação exterior.

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O dinamismo do cosmos

O universo é constituído de uma energia dinâmica, uma energia que pode nos sustentar. Contudo, fomos desligados da fonte maior dessa energia, nos isolamos dela, e por isso nos sentimos fracos, inseguros e carentes. Diante desse déficit, nós sempre procuramos intensificar nossa energia pessoal da única maneira que conhecemos: buscando rouba-la psicologicamente de outros; uma competição inconsciente que é a base de todo conflito humano no mundo.

De vez em quando, outra pessoa quer voluntariamente que a gente defina a situação dela para ela, nos dando sua energia diretamente, nos fazendo sentir fortalecidos, mas em geral isso não dura. A maioria das pessoas não é bastante forte para continuar dando energia. Por isso é que a maior parte dos relacionamentos acaba virando disputa pelo poder. Os seres humanos ligam as energias e depois lutam para decidir quem vai controlá-las.

Assim que nós compreendemos essa luta, começamos imediatamente a transcender esse conflito e nos livramos da disputa por simples energia humana, percebendo que podemos receber nossa energia de outra fonte: da Consciência Cósmica.

Ao nos ligarmos a uma fonte humana para obter nossa energia masculina ou feminina, bloqueamos o fornecimento espiritual. Depois de fecharmos o círculo por nós mesmos, estabilizando nosso canal com o Universo, podemos nos ligar amorosamente a outra pessoa num relacionamento mais elevado.

Para um número cada vez maior de seres humanos a fonte Cósmica está se tornando comprovadamente real , porque esses indivíduos experimentam clarões e vislumbres desse estado mental no decorrer de suas vidas, sendo essa experiência a chave para o fim do conflito humano.

Quando temos a oportunidade de ver brevemente a magnitude da energia que poderíamos obter, mas, que não conseguimos mante-la por muito tempo, isso porque, quando tentamos nos relacionar com alguém que atua com a consciência normal, ou tentamos viver num mundo em que ainda existe conflito, somos rechaçados desse estado avançado e recaímos no nível de nossos antigos egos. Para reconquistar o que vislumbramos, e iniciar uma marcha de volta àquela consciência suprema, precisamos aprender a nos inundar conscientemente de energia para concretizar o novo nível em base permanente.

Para isso temos que enfrentar nossa maneira particular de dominar os outros, pois sempre que recaímos em antigos hábito, nos desligamos da fonte.

Esses hábitos são sempre inconscientes a principio, e a chave para abandona-los é trazê-los inteiramente à consciência, e fazemos isso observando nosso estilo particular de dominar os outros para conseguir que a energia passe para nós, e ficamos empacados aí. Esse estilo é uma coisa que repetimos várias e várias vezes. Assim, interrompemos a nossa evolução quando repetimos esse drama único para manipular em busca de energia.

Todos manipulam em busca de energia, ou de maneira agressiva, direta, forçando as pessoas a prestar atenção neles, ou de maneira passiva, jogando com simpatia ou curiosidade das pessoas para chamar atenção.

Por exemplo, se alguém nos ameaça, seja verbal ou fisicamente, então somos obrigado, por medo de que alguma coisa ruim nos aconteça, a prestar atenção nele, e portanto a transmitir energia para ele. Esse tipo de pessoa é um intimidador.

Se por outro lado, alguém nos conta todas as coisas horríveis que já aconteceram com ele, insinuando que talvez sejamos os responsáveis, e que se nos recusarmos a ajuda-lo essas coisas horríveis vão continuar, essa pessoa está buscando controlar no nível mais passivo, esse tipo de drama pode ser chamado de coitadinho de mim.

Um tipo menos passivo que o coitadinho de mim seria o distante, ele cria na cabeça um drama durante o qual se isola e parece misterioso e cheio de segredos. Diz a si mesmo que está sendo cauteloso, mas o que faz na verdade é esperar que alguém seja atraído para esse drama e tente imaginar o que se passa com ele. Quando alguém faz isso, ele se mantém vago, obrigando a pessoa a lutar e cavar para discernir seus verdadeiros sentimentos. Quando a pessoa faz isso, dedica toda a atenção a ele, lhe transmitindo a energia. Quanto mais consegue mantê-la interessada e confusa, mais energia ele recebe.

Entretanto, se uma pessoa é mais sutil em sua agressão que o intimidador, encontrando defeitos e solapando lentamente o mundo das pessoas para extrair lhes a energia, então podemos considera-la um interrogador. As pessoas que usam essa maneira de adiquirir energia encenam um drama de fazer perguntas e sondar o mundo de outra pessoa, com o propósito específico de descobrir alguma coisa errada. Assim que fazem isso, criticam esse aspecto da vida da outra pessoa. Se essa estratégia der certo, aí a pessoa criticada é atraída para o drama. Ela se vê derepente ficando intimidada perto do interrogador, prestando atenção ao que ele faz e pensando nisso, para não fazer nada errado que o interrogador perceba. A deferência psíquica dá ao interrogador a energia que ele deseja.

Temos que alcançar uma consciência mais plena, uma ligação mais íntima com o Plano Maior, pois só então nossa evolução para alguma coisa melhor poderá ser orientada por uma parte superior de nós mesmos. Liberto do medo da escassez e de nossa necessidade de dominação, podemos ficar abertos para nos doarmos, em benefício das necessidades do momento atual.

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Texto extraído do livro : A Profecia Celestina

Pérolas do Saber

 AJUDE à Natureza! Não destrua os bens que  a  na tureza  coloca  a  seu  dispor,  para ajudá-lo a progredir. Coopere com as árvores, por que elas cooperam com a  suá  vi  da,  na purificação do ar que vo cê respira. Colabore com a pureza das fontes, porque elas lhe fornecem água  para dessedentar seu corpo. Auxilie o solo a produzir, para que o pão seja sempre farto na mesa de todos. Ajude à Natureza!

NÃO maltrate os animais! São também filhos de Deus e irmãos nossos menores, que não adquiriram a faculdade do raciocínio abstrato. Mas são amigos que precisam de nossa ajuda e carinho. Não lhes imponha trabalhos demais. Alimente-os bem. Trate- os em suas enfermidades. Faça com essas criaturas de Deus, que dependem de você, o  mesmo  que você gosta de rece ber dos Anjos do Bem.

Por que está guardando tan tas coisas inúteis? Para que tanta coisa em seus armários, quando seus irmãos  estão  com os deles vazios? Distribua tudo aquilo que lhe não está servindo, para  que  sua  alma não fique pesada demais, quando se afastar da terra. "O coração do homem está onde está seu tesouro. Se você juntar muitas coisas  inúteis,  a  elas  poderá  permaneçer preso, sem conseguir alçar vôo para as regiões bem-aventuradas.

POLICIE suas palavras. Evite termos impróprios e ane dotas pesadas. Lembre-se de que tudo o que  dizemos  permanece  em  nossa  atmosfera mental, atraindo aque les que pensam da mesma for ma, e que  passarão  a formar o círculo comum em redor de nós. Não ofenda com palavras baixas os anjos de Deus, que se afastarão de você horrorizados. A boa educação se manifesta também através das palavras que partem de nós.

DEUS está dentro de nós em todas as circunstâncias da vida. Quer você esteja praticando uma boa ação, quer esteja agin do errado, Deus está dentro de você. Quer você sinta felicidade, quer esteja ferreteado pelo sofri  mento, Deus está dentro de você. Procure não esquecer esta verdade, em nenhum  momento  de  sua  vida: DEUS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ!

DESENVOLVA a parte humana de seu ser. Não viva apenas na parte ve getal ou animal, por meio do ins tinto. Desenvolva a parte humana de seu ser. Procure conhecer a Verdade de sua origem e de seu destino, utilizando seu pensamento para conhecer-se a si mesmo cada vez mais. Por menos cultura que você possua, você tem uma  inteligência,  com capacidade para raciocinar e pensar.

A cada um de nós compete uma tarefa especifica, na difusão lo bem. Erga-se, para  trabalhar,  por-  que  as  tarefas  são  muitas  e  importantes, e poucos são os que têm consciência delas. Ajude o mundo, para que o mundo possa ajudá-lo. Estenda seus braços eficientes no cultivo do Bem, para que, quando os recolher, os traga cheios dos frutos abençoados da felicidade e do amor.

Texto extraído do livro: Minutos de Sabedoria, de Carlos Torres Pastorino

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Libere seu potencial

 O potencial de uma pessoa comum é como um enorme oceano que ninguém singrou, um continente que ainda não foi explorado, um mundo de possibilidades à espera de serem liberadas e canalizadas para algo muito bom.

O sucesso é uma questão de metas, e tudo mais é teoria. Todas as pessoas de sucesso são intensamente voltadas para metas. Sabem o que querem e concentram-se exclusivamente em consegui-lo, todos os dias.

Sua capacidade de estabelecer metas é a chave-mestra do sucesso. As metas ativam a sua mente positiva, liberando idéias e energia para a consecução das metas. Sem o estabelecimento de metas, você simplesmente vai sendo levado pelas correntes da vida. Tendo metas em vista, você voa como uma flecha, veloz e focado no seu alvo.

A verdade é que você provavelmente tem um potencial natural maior do que seria capaz de usar em uma centena de vidas. O que quer que tenha conseguido até agora representa apenas uma pequena parte do que é realmente possível. Uma das regras para o sucesso é esta: não importa de onde você vem; a única coisa que importa é para onde vai. E o lugar para onde vai é determinado exclusivamente por você mesmo e seus pensamentos.

Ter metas claras aumenta a sua autoconfiança, potencializa a sua competência e estimula o seu grau de motivação. Como diz o treinador de vendas Tom Hopkins: "As metas são o combustível da fornalha das realizações." 

É você que cria seu próprio mundo

Talvez a maior descoberta da história da humanidade seja o poder da nossa mente de criar praticamente qualquer aspecto de nossa vida. Tudo que você vê ao seu redor, no mundo criado pelo homem, começou como uma idéia ou um pensamento na mente de algum indivíduo para, em seguida, ser concretizado na realidade. Tudo em sua própria vida começou como um pensamento, um desejo, uma esperança ou um sonho, em sua mente ou na de alguém. Seus pensamentos são criativos; eles formam e modelam seu mundo e tudo que lhe acontece.

O princípio essencial de todas as religiões e filosofias, da metafísica e da psicologia, assim como do sucesso, é o mesmo: Você se transforma naquilo em que pensa a maior parte do tempo. Seu mundo externo torna-se um reflexo de seu mundo interno, refletindo de volta aquilo em que você pensa. Tudo aquilo em que você pensa com freqüência manifesta-se na sua realidade.

Milhares de pessoas de sucesso têm sido convidadas a dizer em que costumam pensar a maior parte do tempo. A resposta mais comum é que elas pensam muito sobre o que querem e como consegui-lo.

As pessoas infelizes e sem sucesso estão a maior parte do tempo pensando e falando sobre o que não querem. Quase sempre estão falando de seus problemas e preocupações e tentando atribuir culpas. Já as pessoas de sucesso mantêm seus pensamentos e suas conversas voltados para temas associados a suas metas mais intensamente desejadas. A maior parte do tempo pensam e falam sobre aquilo que querem.

Viver sem metas claras é como dirigir em uma neblina densa. Por mais potente e bem concebido que seja o seu carro, você dirige lenta e hesitantemente, avançando pouco, mesmo em estradas de excelentes condições. Tomar decisões a respeito de suas metas é algo que dissipa imediatamente a neblina, permitido que você focalize e canalize suas energias e sua capacidade. O estabelecimento de metas claras permite-lhe pisar no acelerador de sua vida e correr velozmente para a realização de um maior número de objetivos.

 Imagine-se fazendo a seguinte experiência: você tira um pombo-correio do seu pombal, aprisiona-o em uma gaiola, cobre-a com um cobertor, coloca-a dentro de uma caixa e dentro de um caminhão fechado. Em seguida, dirige o caminhão por mil quilômetros em qualquer direção. Se, em seguida, você abrir a cabine do caminhão, retirar a caixa, descobrir a gaiola e libertar o pombo-correio, verá que ele voa três vezes em círculo e, em seguida, parte sem hesitação de volta a seu pombal, a mil quilômetros de distância. Nenhum outro ser vivo na face da Terra é dotado dessa incrível função cibernética de busca de metas, exceto o homem.

Você dispõe da mesma capacidade de realização de metas que o pombo-correio, só que com um maravilhoso acréscimo. Quando tem absoluta clareza a respeito da sua meta, nem precisa saber onde ela fica ou como alcançá-la. Pelo simples fato de decidir exatamente o que quer, você começará a se mover infalivelmente em direção a sua meta, e ela começará a se mover infalivelmente na sua direção. Ambos haverão de se encontrar no momento certo e no lugar exato.

Devido a este incrível mecanismo cibernético localizado bem no fundo de sua mente, você quase sempre alcança suas metas, quaisquer que sejam. Se o seu objetivo é chegar em casa à noite e ver televisão, é quase certo que o alcançará. Se o seu objetivo é criar uma vida maravilhosa, cheia de riqueza, felicidade e prosperidade, também o alcançará. Como um computador, o seu mecanismo de busca de metas não tem critérios. Funciona automática e continuamente para lhe trazer o que você quer, independentemente da programação estabelecida para ele.

A natureza não se importa com o tamanho das suas metas. Se você estabelecer metas humildes, seu mecanismo automático de consecução de metas haverá de lhe permitir alcançar metas humildes. Se fixar metas ambiciosas, esta capacidade natural permitirá que alcance metas ambiciosas. O tamanho, o alcance e os detalhes das metas sobre as quais decide pensar a maior parte do tempo dependem totalmente de você.

Texto extraído do livro Metas, de Brian Tracy

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Regra Máxima da Convivência Humana

Há uma lei da conduta humana da máxima importância. Se obedecermos a esta lei, quase nunca teremos preocupações. De fato, tal lei, sendo seguida, nos ensejará um número sem conta de amigos e constante felicidade. Mas, assim que a violarmos, teremos logo de enfrentar uma série infinda de transtornos. A lei é a seguinte: Fazer sempre a outra pessoa sentir-se importante.

John Dewey, como já tivemos ocasião de dizer, afirma que o desejo de ser importante é a mais profunda solicitação da natureza humana; e William James assevera que: "0 mais profundo princípio na natureza humana é o desejo de ser apreciado".

Como já tivemos ocasião de frisar, é a solicitação que nos diferencia dos animais, é a solicitação responsável pela própria civilização.

Filósofos têm andado pesquisando sobre as regras das relações humanas por milhares de anos e, de toda essa pesquisa, apenas se desenvolveu um único preceito, o qual não é novo, é velho como a História. Zoroastro o ensinou aos seus adoradores do fogo, na Pérsia, três mil anos atrás. Confúcio pregou-o na China há vinte e quatro séculos. Lao-Tsé, o fundador do Taoísmo, ensinou-o aos seus discípulos no Vale do Han. Buda pregou-o no Ganges Sagrado quinhentos anos antes de Cristo.

Os livros sagrados do Hinduísmo ensinaram-no mil anos antes. Jesus ensinou-o entre as montanhas de pedra da Judéia há dezenove séculos passados. Jesus resumiu-o em um pensamento - provavelmente o mais importante preceito no mundo: "Faça aos outros o que quer que os outros lhe façam".

Você deseja a aprovação de todos aqueles com quem está em contato. Quer o reconhecimento do seu real valor. Quer sentir-se importante no seu pequeno mundo. Não quer ouvir lisonjas insinceras e baratas, mas deseja uma sincera apreciação. Quer que os seus amigos e associados sejam, como disse Charles Schwab, "sinceros nas suas apreciações e pródigos nos seus elogios". Todos nós queremos isto.

Obedeçamos, portanto, à Regra de Ouro e demos aos outros o que queremos que os outros nos dêem. Como? Quando? Onde? A resposta é: todas as vezes, em toda parte.

Texto extraído do livro: Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie

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   Pai Nosso

 

"Pai nosso..." - Jesus. (MATEUS, 6:9).


A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as lições divinas.

Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz.

De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve constituir, para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas. É necessário começar e continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se perca no movimento ruinoso ou inútil.

O Espírito Universal do Pai há de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer.

Em seguida, com um simples pronome possessivo, o Mestre exalta a comunidade.

Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas. Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos segregados no egoísmo primitivista.

Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem a Terra pertencem-nos, de algum modo. Os soluços de um hemisfério repercutem no outro. A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa. O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.

Quando entendemos semelhante realidade o "império do eu" passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante. Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração.

Pai nosso... - disse Jesus para começar.

Pai do Universo... Nosso mundo...

Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do "eu quero", invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor.

Texto extraído do excelente livro Fonte Viva, de Chico Xavier

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Instinto da Crença

Quem tem a fé tão pequena que, em momento de grande desastre ou agitação, não haja clamado a seu deus?

Quem já não gritou quando confrontado com o perigo, a morte, ou o mistério além de sua compreensão ou experiência normal? De onde vem esse profundo instinto que escapa da boca de todas as criaturas vivas em momentos de perigo?

Mova rápido sua mão ante os olhos de alguém e ele irá piscar. Dê uma pancadinha logo abaixo do joelho e sua perna irá pular. Confronte alguém com um negro horror na face e ele dirá, “Meu Deus”, levado pelo mesmo impulso.

Não necessito permear minha vida de religião a fim de reconhecer este grande e maior mistério da natureza. Todas as criaturas que andam sobre a terra, inclusive o homem, possuem o instinto de gritar por socorro. Por que possuímos esse instinto, esse dom?

Não são nossos gritos uma forma de súplica? Não é compreensível, num mundo governado pelas leis da natureza, que uma mente grandiosa, à parte de dar ao cordeiro, à mula, ao pássaro, ao homem, o instinto de gritar por socorro, tenha também permitido que o grito fosse ouvido por algum poder superior capaz de ouvir e atender ao grito de socorro? De hoje em diante eu suplicarei, mas meus gritos por socorro serão apenas pedidos de orientação.

Jamais suplicarei pelas coisas materiais do mundo. Não peço ao criado que me traga comida. Não determino ao hospedeiro que me dê um quarto. Jamais buscarei dádivas de ouro, amor, saúde, vitórias mesquinhas, fama, êxito ou felicidade. Suplicarei apenas por orientação para que eu venha a saber a maneira de adquirir estas coisas e serei sempre atendido em minha súplica. A orientação que busco pode chegar como pode não chegar, mas não são ambas uma resposta? Se uma criança busca pão com seu pai e não encontra, não deu o pai uma resposta?

Suplicarei por orientação e suplicarei como um vendedor, desta maneira:

Ó criador de todas as coisas, ajudai-me. Pois hoje saio pelo mundo nu e só, e sem vossa mão para orientar desviar-me-ei do caminho que conduz ao êxito e à felicidade.

Não peço ouro ou roupa ou mesmo oportunidades segundo minha capacidade, mas orientação para que possa adquirir capacidade segundo minhas oportunidades.

Ao leão e à águia ensinastes a caçar e a prosperar com os dentes e as garras. Ensinai-me a caçar com palavras e a prosperar com amor para que eu possa ser um leão entre os homens e uma águia na feira.

Ajudai-me a permanecer humilde nos obstáculos e fracassos; mas não oculteis dos meus olhos o prêmio que virá com a vitória. Conferi-me tarefas para as quais outros fracassaram; mas orientai-me na colheita das sementes do êxito nos fracassos dos outros. Confrontai-me com temores que temperarão o meu espírito; mas dotai-me de coragem para rir de meus receios.

Reservai-me dias suficientes para alcançar meus objetivos; mas ajudai-me a viver este dia como se fosse o meu último dia. Orientai-me em minhas palavras para que elas frutifiquem; mas acautelai-me a língua, para que a ninguém difame.

Disciplinai-me no hábito de tentar sempre e sempre; mas mostrai-me a maneira de utilizar-me da lei das médias. Favorecei-me com a prontidão em reconhecer as oportunidades; mas dotai-me com a paciência que concentrará minha força.

Banhai-me em bons hábitos para que os maus hábitos se afoguem; mas concedei-me a compaixão pela fraqueza dos outros.

Fazei-me sofrer para saber que todas as coisas passarão; mas ajudai-me a contar minhas bênçãos de hoje.

Sujeitai-me ao ódio, para que ele não seja um estranho; mas enchei minha taça de amor para transformar estranhos em amigos.

Mas que todas estas coisas aconteçam apenas segundo vossa vontade. Sou uma uva pequena e solitária compondo a vinha, mas me fizestes diferente de todas as outras. Em verdade, deve haver um lugar especial para mim. Orientai-me. Ajudai-me. Mostrai-me o caminho.

Deixai-me tornar em tudo aquilo que planejastes para mim quando minha semente foi plantada e escolhida por vós para brotar no vinhedo do mundo.

Texto extraído do livro: O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino

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Mais que Gregário Social

Animais que andam em bandos em geral são gregários. Apesar de estar juntos, cada um se protege como pode contra o predador, baseado no instinto de sobrevivência. O bando tem seu líder, que é o macho mais forte. Ele defende sua(s) fêmea(s) e respectivas crias. Seu reinado é mantido a força, até surgir outro macho que o desafie e o derrote. É a lei do mais forte. Os gnus africanos migram, aos bandos, milhares de quilômetros atrás de água e comida. No trajeto, são devorados por leões, crocodilos e outros predadores. Cada um tem sua estratégia de caça herdada geneticamente. O leão aparta a vítima do bando e a coloca em campo aberto, onde fica indefesa, O crocodilo, por sua vez, arrasta a gnu para dentro da água. Se os gregários gnus formassem uma sociedade, bastaria alguns mais fortes apontarem seus chifres contra o predador para que este desistisse da idéia de atacá-los e procurasse outras presas mais frágeis. As formigas e as abelhas formam uma sociedade, isto é, vivem juntas no mesmo ninho, cada uma desempenhando uma função específica em benefício da coletividade. Entretanto não formam uma civilização, pois lhes falta o que os humanos têm: inteligência, criatividade, liberdade, responsabililidade, educação dos instintos, sistemas educacionais, realizações econômicas, políticos e comunicacionais, solidariedade, cidadania, ética... Nos grandes centros urbanos, às vezes os cidadãos vivem como se estivessem num bando: cada um por si. Num assalto à mão armada, por exemplo. Quem está vendo o crime nem se mexe, para não ser a próxima vítima. É a lei do mais forte, e o revólver confere a quem o empunha a condição de predador invencível. O cidadão, um ser social e civilizado, deve usar outros recursos para lutar contra os assaltantes, não deve reagir e in fringir assim a lei do mais forte. Como ele pertence a uma sociedade, para se defender tem de utilizar os instrumentos que a sociedade lhe oferece. Se um irmão da espécie se torna predador, é preciso que os outros se organizem para atendê-lo em suas necessidades básicas. Temos de nos defender dos predadores sociais atacando os focos que favorecem e alimentam suas formações. Não adianta apenas dar comida a quem tem fome. É preciso prepará-lo para que consiga comida por conta própria. Mas, enquanto ele se capacita, fica sem comer? Está na hora então de se envolver num trabalho social de recuperação desses predadores, não só oferecendo-lhes condições de sobrevivência e educação. Educar significa alimentar o corpo enquanto se prepara a alma.

Texto extraído do livro: Quem Ama Educa, de Içami Tiba

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Agirei Agora

Meus sonhos são insignificantes, meus planos são poeira, meus objetivos são impossíveis.

Todos nada valem, a não ser seguidos por ação.

Agirei agora.

Jamais existiu mapa, por mais cuidadosamente executado em detalhe e escala, que elevasse seu possuidor um só centímetro do chão. Jamais houve uma lei, conquanto honesta, que impedisse um crime. Jamais houve um pergaminho, mesmo como este que agora tenho nas

mãos, que ganhasse um tostão sequer ou produzisse uma única palavra de aclamação. Somente a ação transforma o mapa, o papel, este pergaminho, meus sonhos, meus planos, meus objetivos em força viva. A ação é o alimento e a bebida que nutrirá o meu êxito.

Agirei agora.

Minha acomodação, que me atrasa, nasceu do medo, e agora reconheço este segredo tirado das profundezas de todos os corações corajosos. Agora sei que para vencer o medo devo sempre agir sem hesitação e as hesitações do meu coração desaparecerão. Agora sei que a ação reduz o leão do terror à formiga da equanimidade.

Agirei agora.

De hoje em diante, relembrarei a lição do vaga-lume que acende sua luz apenas quando voa, apenas quando está em ação. Tornar-me-ei um vaga-lume e, mesmo durante o dia, meu fulgor será visto, apesar do sol. Que os outros sejam como borboletas que alisam suas asas,

mas dependem da caridade de uma flor para viver. Serei como o vagalume e minha luz iluminará o mundo.

Agirei agora.

Não evitarei as tarefas de hoje e não as deixarei para amanhã, pois sei que o amanhã jamais chega. Deixe-me agir agora, mesmo que minhas ações possam não trazer felicidade ou êxito, pois é melhor agir e fracassar do que não agir e atrapalhar-me. A felicidade, em verdade, pode não ser o fruto colhido pela minha ação, mas sem ação todo fruto morrerá na vinha.

Agirei agora.

Agirei agora. Agirei agora. Agirei agora. De hoje em diante, repetirei estas palavras sempre e sempre, cada hora, cada dia, até que elas se tornem um hábito como minha respiração e as ações que se seguirem tornem-se tão instintivas como o piscar de meus olhos. Com estas palavras posso condicionar minha mente a executar tudo que seja necessário ao meu êxito Com estas palavras posso condicioná-la a enfrentar todos os desafios que o fracasso evita.

Agirei agora.

Repetirei estas palavras sempre e sempre. Ao acordar, eu as pronunciarei e pularei da cama, enquanto o fracasso dorme uma hora mais.

Agirei agora.

Ao entrar na feira, eu as repetirei e imediatamente enfrentarei a primeira possibilidade, enquanto o fracasso pondera, ainda, se valerá a pena.

Agirei agora.

Ao encontrar uma porta fechada, eu repetirei as palavras, e baterei enquanto o fracasso espera lá fora com medo e agitação. Ao me defrontar com a tentação eu as repetirei outra vez e agirei imediatamente para afastar-me da maldade.

Agirei agora.

Ao ser tentado a desistir e recomeçar amanhã, eu as pronunciarei e, imediatamente, agirei para consumar outra venda.

Agirei agora.

Apenas a ação determina meu valor na feira e, para multiplicar meu valor, multiplicarei minhas ações. Andarei por onde o fracasso teme andar. Trabalharei enquanto o fracasso procura descanso. Conversarei enquanto o fracasso permanece calado. Visitarei dez que

podem comprar minhas mercadorias, enquanto o fracasso faz grandiosos planos para visitar um. Direi que está tudo consumado antes que o fracasso diga que é tarde demais.

Agirei agora.

Pois o agora é tudo que tenho. O amanhã é o dia reservado para o trabalho do preguiçoso. Eu não sou preguiçoso. O amanhã é o dia em que o mau se torna bom. Eu não sou mau. O amanhã é o dia em que o fraco se torna forte. Eu não sou fraco. O amanhã é o dia em que o fracasso terá êxito. Eu não sou um fracasso.

Agirei agora.

Quando o leão está faminto, ele come. Quando a águia tem sede, ela bebe. Se não agem, ambos correrão perigo. Sinto fome de êxito. Sinto sede de felicidade e paz de espírito.

Agirei para não correr perigo numa vida de fracasso, de miséria e de noites indormidas.

Eu ordenarei e obedecerei às minhas próprias ordens.

Agirei agora.

O êxito não esperará. Se eu retardo, ele se compromete com outro e eu o perco para sempre.

Esta é a hora. Este é o lugar. Eu sou o homem.

Eu agirei agora.

Texto extraído do livro: O Maior Vendedor do Mundo, de Og Mandino                                                Topo                        Voltar   

Persistência

Há mais de quatro mil anos, Confúcio escreveu: "Nossa maior glória não está em nunca cair, mas em nos levantarmos sempre que cairmos."

James J. Corbett, um dos primeiros campeões mundiais de boxe na categoria peso pesado, afirmava: "Você se torna campeão lutando mais um round. Quando as coisas ficam difíceis, o negócio é lutar mais um round." O yogi Berra dizia. "Nada acabou até que tenha acabado." E o fato é que nunca vai acabar enquanto você persistir.

Elbert Hubbard escreveu: "O único fracasso consiste em deixar de tentar. Não existe derrota senão aquela que vem de dentro, nenhuma barreira realmente intransponível, senão a inerente debilidade de nossos propósitos."

Vince Lombardi dizia: "A questão não é saber se você foi nocauteado. A questão é se volta a se levantar."

Todos esses homens de sucesso aprenderam como é essencial a qualidade da persistência na consecução das metas e dos objetivos mais ambiciosos. Os homens e as mulheres de sucesso distinguem-se por sua incrível persistência, por sua recusa de desistir quaisquer que sejam as circunstâncias externas. A qualidade que absolutamente garante o sucesso nos negócios, na acumulação financeira e na vida é a força de vontade indômita e a disposição de aferrar-se a ela quando tudo mais em você quer parar e descansar ou voltar atrás e fazer alguma outra coisa.

 

A persistência é seu maior bem

Talvez o seu maior bem seja simplesmente sua capacidade de perseverar mais do que qualquer outra pessoa. B. C. Forbes, o fundador da revista Forbes, que a transformou em uma publicação de destaque nos dias mais sombrios da Depressão, escreveu: "A história demonstrou que os vencedores mais notáveis geralmente encontraram obstáculos de cortar o coração antes de triunfarem. Venceram porque se recusaram a se sentir desestimulados por sua derrota."

John D. Rockefeller, que a certa altura foi o homem mais rico do mundo dentre os que se fizeram por conta própria, escreveu: "Não creio que haja qualquer outra qualidade tão essencial para o sucesso quanto a perseverança. Ela é capaz de superar quase tudo, até mesmo a natureza."

Conrad Hilton, que começou na vida com um sonho e um pequeno hotel em Lubbock, no Texas, e construiu uma das empresas hoteleiras de maior sucesso em todo o mundo, dizia: "O sucesso parece estar ligado à ação. Os homens de sucesso estão sempre em movimento. Eles cometem erros, mas não desistem."

Thomas Edison, o maior de todos os fracassos, e também o maior de todos os sucessos na história das invenções, falhou em maior quantidade de experiências do que qualquer outro inventor no século XX. Também desenvolveu e registrou maior número de patentes de processos comerciais que qualquer outro inventor de sua época. Resumia assim a sua filosofia: "Quando decido com certeza que determinado resultado merece ser perseguido, vou em frente e faço diversas tentativas até alcançá-lo. Quase todo homem que desenvolve uma idéia trabalha nela até que pareça impossível e desanima. Mas não é neste momento que se deve desanimar."

Alexander Graham Bell referia-se à persistência nos seguintes termos: "O que é este poder eu não posso dizer; só sei que ele existe e só se torna disponível quando o homem encontra-se no estado mental em que sabe exatamente o que quer e está plenamente decidido a não desistir até conseguir."

Ren McPherson, que transformou a Dana Corporation em uma das maiores histórias de sucesso dos Estados Unidos, resumia sua filosofia dizendo: "Simplesmente esteja sempre indo em frente. Basta ir em frente sem parar. Cometi todos os erros que podiam ser cometidos, mas continuava indo em frente."

Texto extraído do livro Metas, de Brian Tracy                                                            Topo         Voltar   

Onde está a Verdade?

Que é a verdade? A verdade é o que a percepção dos nossos sentidos mostra ser a realidade. Todavia, é necessário não confundir verdade com realidade. A verdade, segundo a mitologia, mora no fundo de um poço, com um espelho. Não entendo muito bem por que o espelho no fundo do poço. A verdade anda nua. Quer isto dizer que nenhum de nós deve colocar o "manto diáfano da fantasia"; devemos dizer a verdade nua e crua. Mas, que é a verdade? Saindo da verdade comezinha, dissecando a verdade, falsificando-a, chegaremos à conclusão de que ela é perfeitamente subjetiva. Não é objetiva. A verdade não é o que nossos olhos vêem.
Ora, já o velho S. Tome queria ver para crer e, naturalmente, S. Tome viu e creu. Acontece que nós hoje sabemos que o que nós vemos não é a verdade. Muitas coisas nós vemos que não são realidades. Por exemplo, nós vemos no céu um arco colorido, o arco-íris; no entanto, o arco-íris não existe. É um raio de sol que, atravessando gotas d'água, projeta na vista do observador o realmente inexistente; no céu não há arco nenhum. Vemos o colorido, mas ele não existe; por conseguinte, vemos uma coisas inexistente. Nós sabemos que o arco-íris é uma composição de raios solares. Há também o prisma. Se colocássemos um prisma no centro de uma praça e perguntássemos a diversas pessoas que estivessem em torno desse prisma, qual a sua cor, teríamos todas as respostas diferentes. A pessoa que estivesse de um lado, diria vermelha. A outra corrigiria: "Você está errado; é alaranjada". Uma outra terceira: "violeta". E assim, cada um diria uma cor diferente, conforme visse por um dos sete lados do prisma. Quer dizer, teríamos sete cores diferentes, sete pessoas vendo num mesmo objeto de sete cores diferentes. Cada uma delas seria capaz de jurar que estava com a verdade, pois a verdade é o que ela está vendo. Se essa pessoa andasse um pouco de lado, viria duas cores. Então diria que o prisma tem duas cores: violeta e vermelha. Se andasse mais um pouco, diria que o prisma tem três cores: vermelha, alaranjada e violeta. À medida que fosse andando, quando completasse a volta em torno do prisma, diria aos que estivessem parados: "Vocês não vêem; o prisma tem sete cores!" Sim, realmente viu sete cores; no entanto, quem não viu coisa alguma, quem estudou um pouco de física sabe que o prisma não tem cor nenhuma; ele decompõe apenas o raio solar. Por conseguinte, o prisma não tem cor e apresenta sete cores.
Nós vemos um céu azul, um mar verde, uma infinidade de coisas que nossos sentidos percebem e que, no entanto, não existem. Diria: mas, então, ver para crer não é uma verdade? Hoje sabemos que a nossa percepção é maior do que a nossa visão. Mas nós cremos naquilo que vemos, ou cremos naquilo que nos disserem? A nossa cultura, a nossa mente, nos mostra a verdade; daí termos: "ou crê ou morre". Nós cremos ou sabemos uma série de coisas que o passado nos diz ser verdade, mas que é diferente daquilo que a ciência nos apresenta como uma verdade nua.
Quando alguém procurar apresentar-nos uma verdade nova, uma verdade diferente daquela que tínhamos como certa, que acontece? Nós aceitamos a ciência oficial que grita e que proíbe quase tudo. A ciência oficial vive sempre fazendo barulho contra as descobertas modernas. Sempre a ciência oficial fez barulho, porque sempre ela dogmatizou tudo.
"O dogmatismo é uma teoria do conhecimento que atribui ao homem a faculdade de atingir, pela razão, a verdade absoluta. Com gradações importantes, constitui o fundo das doutrinas platônicas, peripatéticas, estóicas, neoplatônicas, cartesianas, leibnitzianas e spinosistas. Apesar da revolução feita por Kant, o dogmatismo é a base das grandes metafísicas que, durante uma parte do século, estiveram em voga na Alemanha. O dogmatismo comporta pelo menos duas formas: uma positiva (a mais freqüente) e outra negativa. Negar com certeza é ainda dogmatizar. Na história da filosofia é o cepticismo que tem sido, de ordinário, oposto ao dogmatismo".
"O dogmatismo baseia-se sempre em fatos, teorias ou estudos, comprovados e aceitos como verdadeiros. A verdade, como disse, é subjetiva, e uma verdade deixa de ser verdade quando descobrimos algo mais avançado do que o que sabemos. Assim, a verdade para nós, hoje, amanhã deixará de ser verdade. Tem que deixar de ser verdade, porque nossos conhecimentos atingem um maior grau de evolução".
Quando Galileu estudou as Leis de Copérnico e apresentando-as à Real Sociedade, fez avançar a teoria do movimento da terra, a Inquisição o condenou a retratar-se porque era o sol que girava em torno da terra, segundo queria a ciência oficial de então, e, absolutamente, a terra não podia girar em torno do sol. A terra estava bem parada, não podia ter movimento, e Galileu, aos 70 anos, diante da Inquisição, foi obrigado a retratar-se e saiu dali, segundo conta a história, batendo os pés e dizendo: "E pur si muove". Apesar da Inquisição não querer, a terra está se movendo até hoje. Para eles, a verdade absoluta, a verdade bíblica deixou de ser verdade. Parece-me que a terra está girando, embora haja muita gente que não o aceite.
Há tempos, quando estive no Norte, conversava à noite no alpendre, diante da casa, com vaqueiros e sertanejos e, contemplando as estrelas, comecei a fazer uma dissertação astronômica. Iniciei-a com aquela história que aprendemos nos grupos escolares: "O sol é milhares de vezes maior do que a terra". "O sol está a tantos quilômetros de distância da terra". "As estrelas estão a milhares de quilômetros de nós", etc.
Depois da conversa, eles saíram e ouvi, então, um dos vaqueiros olhar para o outro e dizer: "Homem mentiroso". Sim, para ele eu era um mentiroso. Ele não podia acreditar que a terra girava quando estava vendo a terra parada. Para ele, naturalmente, quem girava era eu.
Cada* qual tem uma verdade relativa de acordo com a sua percepção. O que tem impedido a descoberta da verdade, o que não nos faz ainda caminhar em busca da verdade, é a ciência oficial e, também, a religião. As religiões o têm entravado porque se baseiam em livros dogmáticos, como a Bíblia e o Alcorão. "O homem foi feito de barro" (até hoje não sei onde Deus arranjou o barro) e daí por diante. A ciência oficial tem combatido todas as descobertas novas. Todas as descobertas que a ciência tem feito, foram antes condenadas pela ciência oficial e pelas academias reais.
Assim, Anton Von Leewènhoek, um holandês, descobriu que uma gota d'água continha uns bichinhos que se mexiam. Ele tinha uma lente, observou e viu os bichinhos mexerem-se. Achou o fato bastante interessante, porque não supunha que pudessem existir animalzinhos tão pequeninos que a vista humana não os poderia ver. Colocou no microscópio outra gota d água e viu outra vez os bichinhos que se mexiam. Pegou uma gota de sangue que havia caído e viu que também tinha bichinhos. Achou o fato surpreendente e o comunicou à Real Sociedade de Londres e à Academia de Medicina de Londres, e elas resolveram não tomar conhecimento, e na sessão em que tal assunto foi apresentado, o presidente da Academia tomou em plena sessão um copo d'água e disse: "Vou beber bichinhos", e a assistência disparou numa risada. Acredito que no outro mundo esse respeitável membro da Real Academia, com sua toga, sua beca e sua cabeleira, deve estar morrendo de vergonha ao saber que hoje qualquer criança conhece a existência dos micróbios.
Semmelweis, que não era médico, impressionou-se com a mortalidade que havia entre as parturientes naquela ocasião. Observou, no hospital em que trabalhava, que as parturientes que eram atendidas pelos médicos, pelos professores, morriam, e as que eram atendidas pelas enfermeiras não morriam. Constatou isso, observou e descobriu que os médicos que operavam não lavavam as mãos. Naturalmente, achou que transmitiam moléstias (não sabia ainda dos micróbios) e aconselhou os médicos que lavassem as mãos. Pois, esse homem foi preso e morreu num hospício de Viena. Hoje a ciência oficial sabe perfeitamente como se transmitem os micróbios, conhece os micróbios que causam todas as moléstias, e os médicos, atualmente, graças a Deus, lavam as mãos, põem luvas, máscaras, vestem-se como fantasmas brancos antes de operar, e ficam quase enciumados diante dos velhos médicos que operavam de cartola e luvas, e levavam seus animais para passearem.
A ciência oficial não admite nunca uma verdade nova, e mesmo o povo também não a aceita. Quando Fulton, possuindo o primeiro barco a vapor, subiu o Mississipi, não tendo cavalo atrelado ao barco, foi apedrejado pelo povo, porque, diziam, nele havia o diabo. Aquele barco fazia um barulho danado, soltava fumaça, tinha o diabo dentro. A ciência oficial e o povo, portanto, não aceitam as verdades novas. Religiosamente ficamos nas velhíssimas verdades. Se observarmos desde as primeiras idéias religiosas, até nas religiões mais avançadas, notaremos que as modificações religiosas foram bastante pequeninas, isto porque as religiões são baseadas em livros dogmáticos que não aceitam a evolução da ciência.
Estamos numa época em que devemos falar a verdade, na qual os homens "estão pondo as manguinhas de fora", não se importando com as religiões, mas isso porque não existe a Santa Inquisição, pois, se tal existisse, alguma coisa lhes aconteceria. Eu seria pendurado numa figueira porque estou pregando heresia. Não estou longe, porque Sócrates, dizendo menos do que isto, foi obrigado a suicidar-se, pois estava "corrompendo a mocidade".
A verdade, sendo subjetiva, cada um de nós a vê dentro de um aspecto e, se nós estamos imbuídos de uma idéia, se temos uma verdade, não queremos discutir nem aceitamos a verdade dos outros, porque o homem (embora eu tenha lido em alguns livros de cientistas que o homem é o rei da criação, o animal mais inteligente), fico, às vezes, admirado da sua falta de discernimento. O homem é um animal perfeitamente gregário; busca o convívio dos outros homens, e é imitador. Ele imita tudo para acompanhar os outros. Um imita no seu modo de agir, de vestir, de pensar, todos os outros homens; daí ter sido estabelecida a linha dos explorados e dos exploradores. Uns, mais espertos, exploram outros, pregando teorias, que todos aceitam como verdadeiras, porque discernimento e alta compreensão raramente o homem emprega quando crê, isto porque ele deve crer no que o mandam os outros. Deve aceitar o que os outros dizem, não pensar por si. Na Idade Média procuravam o mais possível conservar o homem na ignorância. Não devia aprender ou crer em nada. Faz pouco tempo que a mulher adquiriu alguma liberdade, porque o homem, como "rei da criação", não permitia que a mulher tivesse a menor instrução; tinha que ser sua escrava, ficar dentro do lar, ou como as índias, trabalhar enquanto o marido permanecia em casa, deitado na rede. Hoje tudo mudou.
Nós sabemos que no mar, nas grandes profundidades, moram peixes cegos, peixes que nas grandes profundidades vivem no escuro, e que por isso não tiveram necessidade de olhos. Lá, portanto, vivem peixes cegos, que não podem mesmo, devido a seu aparelho respiratório, vir à superfície.
Um dia os grandes peixes resolveram reunir-se numa assembléia para discutir como era o mundo. E, em assembléia, um deles, naturalmente o presidente, começou a dizer: "Olhem; o mar é um paraíso; na terra existe uma porção de pedras, os animais não respiram como nós", etc. Quando chegou outro peixe que estava dando pulos para fora d'água, para assistir à assembléia e, escutando o que o presidente estava dizendo, respondeu-lhe: "Vocês estão enganados. O mundo não é só isso. O mundo tem mais alguma coisa lá em cima. Tem água clara e prateada; quando vou à superfície, vejo um azul que os homens chamam céu, uma coisa brilhante que chamam sol, e à noite uma coisa prateada, que é a lua. O mundo não é só isso que vocês dizem". Então o presidente, um velho peixe, passou a mão numa vara de marmelo e deu uma sova no peixinho, dizendo-lhe: "Saia daqui, seu mentiroso, nós sabemos o que é o mundo". E o peixinho teve que escapar para não morrer. Assim é o mundo. Cada vez que um sábio, um cientista, descobre algo novo, levanta a celeuma dos peixes velhos e o pobre coitado é apedrejado. Copérnico, quando apresentou a teoria de que a terra não era o centro do sistema planetário, foi tido como absurdo. "O sol maior do que a terra?" "Onde se viu isso?" A vaidade do homem de então não permitiu nem aceitou as teorias de Copérnico. Anos depois, após muito estudar e meditar, Darwin chegou a dizer: "Sabem de uma coisa? Deus não criou Adão e Eva; do macaco fez o homem", e apresentou todas as provas possíveis. No entanto, por pouco escapou à fogueira por causa dessa teoria. Até hoje existe muita gente que não acredita nessa teoria, assim como até hoje existem positivistas que não acreditam nos micróbios. É assim a verdade.
A verdade não pode ser exposta. Quando homens de estudo e de ciência, como Camilo Flammarion, dizem ao mundo que outros planetas devem ser habitados, surgem os doutos e dizem: "Não. Só na terra existem homens". Não dissemos que lá existem homens, mas devem ser habitados. A ciência oficial não acredita.
Deus fez este mundo para o homem. Fez o paraíso. Depois o homem foi transformando o paraíso em inferno. Nós vivemos no paraíso; o que não sabemos é viver nele. Deus só podia criar o Paraíso e não outra coisa.
Todas as ciências, todas as descobertas são combatidas. Assim, quando queremos estudar alguma coisa, logo dizem: "É proibido. A ciência oficial e a religião oficial não deixam. Quantas obras-primas do espírito não foram devoradas na fogueira da fé!"
Creio que não há religião superior à verdade. A verdade é o caminho para o qual devemos seguir cada dia. Caminhamos para a verdade porque ela está no alto da montanha com o espelho na mão. Caminhamos para ela, vamos em busca dessa verdade, como o caminheiro que sobe a montanha e cada dia avista mais um vale. Quanto mais subimos, mais a nossa vista alcança a verdade, mais novas verdades vamos descobrindo. Saindo do caminho da verdade, estaremos dogmatizando.
Se eu disser que este papel é branco, estou dogmatizando, porque ele pode não ser branco. Tenho certeza? Não. Suponho que seja branco, devemos ter uma dúvida, porque a teoria da relatividade é bastante interessante. Vamos, por exemplo, tomar outra cor. O vermelho. Se eu disser que vejo uma coisa vermelha e tiver perto de mm um daltônico, ele dirá que estou enganado, que essa coisa não é vermelha e sim verde. Posso chamar testemunhas. De qualquer forma o daltônico continuará dizendo que é verde. Se chamar 1000 pessoas e essas 1000 pessoas acharem a coisa vermelha, para o daltônico essas 1000 pessoas estão erradas. Sim, o daltônico vê verde no vermelho. Se fosse uma cidade só de daltônicos, que aconteceria? O errado seria eu. Eu que estou certo, para eles não estava. Entre o verde e o vermelho, a diferença é questão de impressão.
Os filósofos antigos enfileiravam as cores entre as propriedades específicas dos corpos, tais como a dureza, etc. Notando Epicuro que a coloração dos objetos variava segundo os tons da luz, pensou que os corpos não possuíssem, de per si, coloração alguma. Descartes e Boyle adotaram esta hipótese. Mas foi Newton que estabeleceu primeiro uma teoria a que deu o nome de Cromática. Hoje sabemos que as cores não são propriedades dos corpos. Os corpos determinam a cor, logo é uma questão de impressão. Nós podemos ter determinada impressão e, por conseguinte, quando supomos que temos a verdade, não a temos. Toda a verdade, principalmente a verdade filosófica, cada um tem que a descobrir por conta própria.
Crer ou não crer não resolve o problema. A gente crê no micróbio, porque tem o micróbio; a gente crê na evolução, porque existe a evolução. São fatos provados. Mas a questão é ser ou não ser, e isto podemos descobrir através de nossa evolução, de nossa impressão, do nosso próprio conhecimento. Devemos desenvolver cada dia mais a nossa capacidade de meditação, de raciocínio. Vamos sentindo os fenômenos cada vez de uma maneira melhor. Haja visto o fenômeno do espírito. Religiões, ciências e filosofias o têm procurado resolver por processos diferentes, os quais, se satisfazem a uns, não atendem a outros mais exigentes, e a muitos levaram a descontentamento e à desilusão. De maneira geral, admite-se a existência do espírito imortal; em torno dele se edifica uma crença, vaga, nebulosa, que não exerce nenhuma influência construtiva no caráter da maioria de seus crentes ou indagadores. E qual a conseqüência prática disso? É que na vida cotidiana, crentes e indagadores, ou não, se confundem todos na mesma massa humana temerosa da morte, sedenta de gozos materiais, e indiferente aos direitos e liberdade dos outros. Ora, devemos estudar, observar, meditar e alcançar uma verdade, não por sugestão, não porque alguém no-la disse. Devemos descobrir a verdade, que alcançaremos o caminho da evolução, porque ninguém progride nem evolui, a não ser pelo seu próprio esforço. Não há predileção, não há alguém que receba mais do que outros. Todos somos caminheiros na estrada da vida; todos temos que caminhar, percorrer essa estrada em busca de uma fé, mesmo além da morte.
Depois da morte, a vida deve continuar, mas esse é um problema que cada um tem que descobrir e buscar por si, não crer e nem "Tomizar". Cada um deve buscar desvendar o seu passado, buscar desvendar o seu presente, desvendar o seu futuro através de sua vontade, através de seu raciocínio, através de sua percepção. Não acreditar em nada como sendo verdade. Não aceitar nunca o que os outros disserem. Não! Deve, antes, estudar, observar e acreditar o que for melhor, porque a verdade, se for objetiva, é uma verdade para aquele que a está vendo, como para mim são verdades determinadas coisas que alcancei, tal qual a verdade que lhes contei de que a terra gira, mas que para o meu amigo do Norte não é uma verdade. Isso ele não pôde aceitar e não aceita até hoje. Cada um de nós terá uma verdade quando a alcançar, e é meditando, estudando, observando, que podemos alcançar a verdade. A verdade está onde a pomos. Devemos caminhar para ela, devemos procurar a verdade aqui, ali, até a atingirmos, e assim daremos o primeiro passo no caminho da verdade da luz.
2 de agosto de 1948

Texto Extraído do livro: Hei de Vencer, de Arthur Riedel                                                            Topo                   Voltar   

Os versos de ouro

1. Honra em primeiro lugar os deuses imortais, como manda a lei.
2. A seguir, reverencia o juramento que fizeste.
3. Depois os heróis ilustres, cheios de bondade e luz.
4. Homenageia, então, os espíritos terrestres e manifesta por eles o devido respeito.
5. Honra em seguida a teus pais, e a todos os membros da tua família.6. Entre os outros, escolhe como amigo, o mais sábio e virtuoso.

7. Aproveita seus discursos suaves, e aprende com os atos dele, que são úteis e virtuosos.

8. Mas não afasta teu amigo por um pequeno erro,
9. Porque o poder é limitado pela necessidade.

10. Leva bem a sério o seguinte: Deves enfrentar e vencer as paixões:

11. Primeiro a gula, depois a preguiça, a luxúria, e a raiva.

12. Não faz junto com outros, nem sozinho, o que te dá vergonha.

13. E, sobretudo, respeita a ti mesmo.

14. Pratica a justiça com teus atos e com tuas palavras.

15. E estabelece o hábito de nunca agir impensadamente.

16. Mas lembra sempre um fato, o de que a morte virá a todos;

17. E que as coisas boas do mundo são incertas, e assim como podem ser conquistadas, podem ser perdidas.

18. Suporta com paciência e sem murmúrio a tua parte, seja qual for,
19. Dos sofrimentos, que o destino determinado pelos deuses, lança sobre os seres humanos.

20. Mas esforça-te por aliviar a tua dor no que for possível.

21. E lembra que o destino não manda muitas desgraças aos bons.

22. O que as pessoas pensam e dizem varia muito; agora é algo bom, em seguida é algo mau.

23. Portanto, não aceita cegamente o que ouves, nem o rejeita de modo precipitado.

24. Mas se forem ditas falsidades, retrocede suavemente e arma-te de paciência.

25. Cumpre fielmente, em todas as ocasiões, o que te digo agora:

26. Não deixa que ninguém, com palavras ou atos,

27. Te leve a fazer ou dizer o que não é melhor para ti.

28. Pensa e delibera antes de agir, para que não cometas ações tolas,

29. Porque é próprio de um homem miserável, agir e falar impensadamente.

30. Mas faze aquilo que não te trará aflições mais tarde, e que não te causará arrependimento.

31. Não faze nada que sejas incapaz de entender.

32. Porém, aprende o que for necessário saber; deste modo, tua vida será feliz.

33. Não esquece de modo algum a saúde do corpo,

34. Mas dá a ele, alimento com moderação, o exercício necessário e também repouso à tua mente.

35. O que quero dizer com a palavra moderação é que os extremos devem ser evitados.

36. Acostuma-te a uma vida decente e pura, sem luxúria.

37. Evita todas as coisas que causarão inveja,

38. E não comete exageros. Vive como alguém que sabe o que é honrado e decente.

39. Não age movido pela cobiça ou avareza. É excelente usar a justa medida em todas estas coisas.

40. Faze apenas as coisas que não podem ferir-te, e decide antes de fazê-las.

41. Ao deitares, nunca deixe que o sono se aproxime dos teus olhos cansados,

42. Enquanto não revisares, com a tua consciência mais elevada, todas as tuas ações do dia.

43. Pergunta: "Em que errei? Em que agi corretamente? Que dever deixei de cumprir?"

44. Recrimina-te pelos teus erros, alegra-te pelos acertos.

45. Pratica integralmente todas estas recomendações. Medita bem nelas. Tu deves amá-las de todo o coração.

46. São elas que te colocarão no caminho da Virtude Divina,

47. Eu o juro por aquele que transmitiu às nossas almas, o Quaternário Sagrado.

48. Aquela fonte da natureza cuja evolução é eterna.

49. Nunca começa uma tarefa, antes de pedir a bênção e a ajuda dos Deuses.

50. Quando fizeres de tudo isso um hábito,

51. Conhecerás a natureza dos deuses imortais e dos homens,

52. Verás até que ponto vai a diversidade entre os seres, e aquilo que os contém, e os mantém em unidade.

53. Verás então, de acordo com a Justiça, que a substância do Universo é a mesma em todas as coisas.

54. Deste modo não desejarás o que não deves desejar, e nada neste mundo será desconhecido de ti.

55. Perceberás também, que os homens lançam sobre si mesmos, suas próprias desgraças, voluntariamente e por sua livre escolha.

56. Como são infelizes! Não vêem, nem compreendem que o bem deles, está ao seu lado.

57. Poucos sabem como libertar-se dos seus sofrimentos.

58. Este é o peso do destino que cega a humanidade.

59. Os seres humanos andam em círculos, para lá e para cá, com sofrimentos intermináveis,

60. Porque são acompanhados por uma companheira sombria, a desunião fatal entre eles, que os lança para cima e para baixo sem que percebam.

61. Trata, discretamente, de nunca despertar desarmonia, mas foge dela!

62. Oh Deus nosso Pai, livra a todos eles de sofrimentos tão grandes,

63. Mostrando a cada um o Espírito que é seu guia.
64. Porém, tu não deves ter medo, porque os homens pertencem a uma raça divina,

65. E a natureza sagrada tudo revelará e mostrará a eles.

66. Se ela comunicar a ti os teus segredos, colocarás em prática com facilidade todas as coisas que te recomendo.

67. E ao curar a tua alma a libertarás de todos estes males e sofrimentos.

68. Mas evita as comidas pouco recomendáveis para a purificação e a libertação da alma.

69. Avalia bem todas as coisas,

70. Buscando sempre guiar-te pela compreensão divina que tudo deveria orientar.

71. Assim, quando abandonares teu corpo físico e te elevares no éter,

72. Serás imortal e divino, terás a plenitude e não mais morrerás.

Pitágoras                                                                                                            Topo          Voltar   

A lei da dádiva

A segunda lei espiritual do sucesso é a Lei da Dádiva. A Esta - lei também se podia chamar A Lei de Dar e Receber, pois o universo opera através da troca dinâmica. Nada é estático. O nosso corpo mantém-se em troca Constante e dinâmica com o corpo do universo; o nosso espírito mantém uma interação dinâmica com o espírito do cosmos; a nossa energia constitui uma expressão da energia cósmica. O fluxo da vida constitui apenas a interação harmoniosa de todos os elementos e forças que estruturam o Campo da existência. Essa interação harmoniosa de elementos e forças da vida funciona como a Lei da Dádiva. COMO o nosso corpo, o nosso espírito e o universo vivem da troca constante e dinâmica, fazer parar a circulação da energia é como parar o fluxo do sangue. Quando o sangue deixa de fluir, começa a formar grumos, a coagular, a estagnar. Por isso se deve dar e receber, para que a riqueza e a prosperidade - ou tudo aquilo que quiser continuem a circular nas nossas vidas. A prosperidade provém da afluência, palavra cuja raiz “affluere”, significa “fluir para”. O termo “afluência” significa “fluir com abundância. O dinheiro constitui de fato um símbolo da energia vital que trocamos e da energia vital que utilizamos como resultado dos serviços que prestamos ao universo. O termo inglês “currency”, aplicado ao dinheiro em circulação revela bem a natureza fluente da energia. A palavra “currency” vem da palavra latina “currere”, que significa “Correr” ou fluir. Portanto, se pararmos a circulação do dinheiro, se a nossa única intenção for guardar e acumular dinheiro, também faremos com que ele deixe de voltar a  circular nas nossas vidas, já que o dinheiro constitui energia vital. Para que essa energia continue a chegar até nós, temos de a manter em circulação. Como um rio, o dinheiro deve fluir, senão começa a estagnar, a parar, a sufocar e estrangular a sua própria força vital. A circulação mantém-o vivo. Todas as relações implicam dar e receber. O dar engendra o receber e o receber engendra o dar. Aquilo que sobe também desce; aquilo que vai também volta. Na realidade, receber representa a mesma coisa que dar, pois dar e receber constituem diferentes aspectos do fluxo de energia do universo. E se pararmos qualquer destes fluxos, estamos a interferir com a inteligência da natureza.

 Em cada semente encontra-se a promessa de milhares de florestas. Mas a semente não deve ser guardada; deve fazer oferta da sua inteligência ao solo fértil. Através da dádiva, a sua energia oculta flui para a manifestação material. Quanto mais der, mais receberá, porque assim a abundância do universo continuará a circular na sua vida. Na verdade, tudo o que na vida tem valor multiplica-se quando se dá. Aquilo que não se multiplica através da dádiva não merece ser dado nem recebido. Se, no ato de dar, sentir que perdeu alguma coisa, a dádiva não foi feita com sinceridade e nada se multiplicará. Se der de má vontade, não haverá nenhuma energia nessa dádiva. A intenção que se encontra por de trás do ato de dar e receber é o mais importante. A intenção deve ser sempre para gerar alegria para quem dá e para quem recebe, para que a felicidade constitua o apoio e o suporte da vida E portanto gera o progresso. O retorno é diretamente proporcional à dádiva, se esta for incondicional e feita com amor. Por isso o ato de dar tem de ser feito com alegria. É preciso que o seu estado de espírito seja de alegria no próprio ato de dar. Assim a energia que se encontra por de trás da dádiva multiplica-se muitas vezes. Na verdade, a prática da Lei da Dádiva é muito simples: se quer alegria, dê alegria aos outros; se quer amor, aprenda a dar amor; se quer atenção e apreço, aprenda a dar atenção e apreço; se quer prosperidade material, ajude os outros a tornarem-se prósperos no aspecto material. O modo mais fácil para obter aquilo que queremos é de fato ajudar os outros a obterem aquilo que querem. Este princípio aplica-se da mesma forma a indivíduos, corporações, sociedades e nações. Se quiser que a vida o abençoe com todas as coisas boas, aprenda a abençoar os outros, em silêncio, com todas as coisas boas da vida. Até a idéia de dar, a idéia de abençoar, ou uma simples oração têm o poder de afetar os outros. Isto acontece porque o nosso corpo, reduzido ao seu estado essencial constitui um feixe localizado de energia e informação implica energia, que se manifestam sob a forma de pensamento. Portanto, somos feixes de pensamento num universo pensante. E o pensamento possui o poder de transformar. A vida consiste na eterna dança da consciência, que se exprime pela troca dinâmica de impulsos de inteligência entre o microcosmo e o macrocosmo, entre o corpo humano e o corpo universal, entre o espírito humano e o espírito cósmico. Quando aprendemos a dar aquilo que desejamos para nós, ativamos e coreografamos a dança, através do movimento delicado, enérgico e vital, que constitui a eterna vibração da vida. O melhor meio para pôr em prática a Lei da Dádiva é dar início a todo o processo de circulação, que consiste em tornar a decisão de dar qualquer coisa a cada pessoa com quem contatamos. Não tem de ser sob a forma de coisas materiais; pode ser uma flor, um cumprimento, uma oração, Na verdade, as mais poderosas formas de dar não são Materiais. O carinho, a atenção, o afeto, o apreço e o amor constituem algumas das mais preciosas dádivas que se podem oferecer e não custam nada. Quando encontrar alguém pode, em silêncio, fazer recair uma bênção sobre essa pessoa, desejando-lhe felicidade, alegria e prazer. Este tipo de dádiva silenciosa revela-se muito poderoso. Uma das coisas que me ensinaram em criança, e que eu depois também ensinei aos meus filhos, foi o nunca ir a casa de ninguém sem levar qualquer coisa. Nunca visitar ninguém sem levar uma oferta. Pode perguntar: “Como posso dar alguma coisa aos outros em certas alturas, se não tenho o suficiente para mim?” Pode, leve uma flor. Pode levar um bilhete ou um postal que diga qualquer coisa acerca dos seus sentimentos pela pessoa que está a visitar. Pode fazer um cumprimento ou uma oração. Tome a decisão de dar, para onde quer que vá, ou quem quer que vá visitar. Na medida em que der, também receberá. Quanto mais der, maior será a sua fiança nos efeitos miraculosos desta lei. E quanto mais receber, mais aumentará a sua capacidade para dar. A nossa verdadeira natureza consiste na prosperidade e na abundância; somos naturalmente prósperos, porque a natureza provê todas as necessidades e desejos. Não nos falta nada, porque a nossa natureza se baseia na potencialidade pura e nas possibilidades infinitas. Portanto, aceitemos a prosperidade como inerente à nossa natureza, independentemente de termos pouco ou muito dinheiro, pois o campo da potencialidade pura constitui a fonte de toda a riqueza. É a consciência que sabe como realizar todas as necessidades, incluindo alegria, amor, prazer, paz, harmonia e sabedoria. Se procurar primeiro estas coisas, não só para si, mas também para os outros, tudo o resto lhe chegará espontaneamente.

Do livro  As Sete Leis Espirituais do Sucesso, de Deepak Chopra                                 Topo                     Voltar    

 

 

 

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Última atualização (Dom, 17 de Abril de 2011 02:26)

 
Comentários (1)
Pastoral da Sobriedade
1 Seg, 12 de Julho de 2010 14:32
Jonas
Por favor divulga o trabalho da Pastoral da sobriedade ,fazem 8 anos que trabalhamos com dependente e co-dependente quimicos, droga ,alcool etc. ´e uma reuniao que todas as quartas feiras as 20 horas no centro catequetico Joao Paulo II, ao lado do Santuario, sao grupos de auto ajuda, que ja conseguimos varias bençaos de pessoas que estao em sobriedade a mais de 8 anos e temos varios testemunhos, muito gratificante graças a Deus, conseguimos internar varios depententes

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