Foi nesta casa que tudo começou
Nesta casa, residiu o lençoense que mais amou a sua terra natal. Foi a partir do interior dessa residência que surgiu toda a história do município. Se há algum relato sobre passado de nossa cidade, a idéia de fazê-lo partiu da cabeça de um homem que aí morou por longas décadas. Ele começou a sua saga em 1938, quando fundou um jornal que até hoje está em circulação. Mais tarde, por ocasião do centenário do município, (abril de 1958) lançou seu primeiro livro “Notas para a História de Lençóis Paulista.”. Mais tarde, editou outros trabalhos: “Lençóis Paulista Ontem e Hoje”, “Lençóis Paulista Boca do Sertão”, “Lençóis Paulista nos Esportes” entre outros. Em 23 de abril de 1987 inaugurou o Museu Histórico e Cultural da cidade, do qual merecidamente é patrono. Pouco tempo antes de sua morte em 11 de setembro de 1994, organizou um livro de crônicas escritas por ele ao longo de sua vida. Esse livro, (Folhas Esparsas) foi editado pouco tempo depois de sua morte.
Nós, que trabalhamos junto dele durante toda a nossa infância e juventude, aprendemos a gostar de história e isso nos inspirou a realizar mais este trabalho, que, para executá-lo, não hesitamos e nem nos envergonhamos de consultar alguns trabalhos por ele realizados. Em diversas partes deste trabalho que ora apresentamos, há diversas citações compiladas e porque não dizer copiadas das obras do grande mestre. Podemos aqui citar um sem número de imagens (fotos) extraídas de obras do imortal jornalista e historiador. Não teríamos, por exemplo, outra forma de editar a sessão Biografias sem buscar o conteúdo nos livros do único historiador. Ao ex-morador desta casa, as nossas homenagens póstumas e a nossa saudade.
Quem nasceu depois de 1990, não teve oportunidade de conhecer a história de Lençóis em pessoa. Nascido em 7 de fevereiro de 1901, Alexandre Chitto, o verdadeiro historiador de Lençóis Paulista veio a falecer em 11 de setembro de 1994. Na sua longa trajetória de jornalista editou diversos trabalhos relativos à história do município, que, diga-se de passagem, sem os quais os lençoenses de hoje não teriam onde pesquisar. Em síntese, pode-se citar que o velho mestre fundou o jornal O Eco em 6 de fevereiro de 1938. Editou em abril de 1958, na comemoração do primeiro centenário da cidade a revista “Dados para a História de Lençóis”. Em 1972 lançou outro trabalho intitulado “Lençóis Paulista Ontem e Hoje”. Em 1976 fez circular a revista “Lençóis Paulista nos Esportes”. Em 1981 escreveu e presenteou os lençoenses com o livro “Lençóis Boca do Sertão”. Além desses excelentes trabalhos, fundou o Museu Histórico e Cultural do qual é patrono e deixou um legado de bons exemplos a toda a população. Após a sua morte, suas Filhas Meiry e Therezinha mandaram imprimir o livro “Folhas Esparsas” um apanhado de crônicas de autoria do próprio autor que, em vida ele próprio selecionou. Em comemoração aos 150 anos do município (em 28 de abril de 2008), as filhas do historiador (Therezinha e Meiry) editaram o livro "História de Nossa Gente"