As primeiras Bandas de Lençóis Paulista
Não se tem conhecimento preciso da fundação da primeira corporação musical na Vila e nem tampouco qual tenha sido seu fundador. Mas, em 1878, a banda tocava em benefício das obras de construção do cemitério, conseguindo uma quantia de 50$000 (cinqüenta mil reis). Talvez o primeiro maestro tenha sido um rapaz conhecido por Antônio. Sobre o seu segundo nome não há registros. Esse moço, no final do século dezenove, participava da banda regida por Julio Ferrari e comandava uma outra corporação, cujo nome não consta nos registros.
Em 1906, o maestro Júlio Ferrari fundou, no bairro Rocinha, a banda Ítalo-Brasileira "Giuseppe Verdi". Porém, não deixou de participar da Fundação Antidoro Conti, que enquanto aguardava a a vinda dos instrumentos, ensinava a teoria musical. Com a transferência da residencia de Júlio Ferrari para a cidade, a "Giuseppe Verdi" teve seu primeiro estatuto em 1912, sendo os músicos de então: Bruno Brega, Benedito Ribeiro da Silva, Assad Tarabay, Pompilio Ghirotti, Eduardo Tonin, José Mazetto. Ângelo Montali, Alberto Giovanetti, Emílio Ferrari, Segundo Ângelo Pavanatto, Pedro Bernardo Dias, Enrico Ferrari, e Manoel Duarte. Com a morte do Maestro Júlio Ferrari, a banda passou a se chamar "Banda Juvenil Giuseppe Verdi"
Emilio Ferrari, que substituiu Júlio Ferrari, dirigiu a corporação por um período relativamente curto. Depois, sob o comando de Eugênio Ferrari a banda passou a ser conhecida como "Lira Lençoense". José Mazetto mudou para "Banda Lençoense".O maestro Joaquim Ramos de Oliveira também mudou o nome para "Corporação Musical Municipal".
Por volta de 1910, foi também fundada na Vila a "Banda Brasileira". O regente era o maestro Francisco Fagá. A banda durou pouco tempo. Foram músicos da banda Brasileira: Simião Ribeiro, Olegário Sardinha, Silvio Bosi, Natale Mazetto, Máximo Magagna, Marcelo Dias Camargo, Roque Ribeiro, José Oliva, José Florêncio do Amaral, Virgílio Duarte Moreira, João Dias de Camargo, Maximiano Estrela, Edefonso Antonio Simões, José Brandi e Antonio Serralvo. Diretoria: Antonio Esperança de Oliveira, Major Antonio Florêncio Fiuza do Amaral, José de Assis Rosa, Octávio Bosi, e José Toledo Cesar. O maestro era Francisco Fagá.
As bandas tinham participação ativa em todos os eventos da cidade. Quando o cinema era mudo, para animar o espetáculo, as bandas eram contratadas. Em Lençóis, os músicos começavam a tocar na esquina da rua Riachuelo (Raul Gonçalves de Oliveira) e desciam a rua 15 de Novembro até chegar à porta do cinema.
Hoje, Lençóis conta com a banda "Agostinho Duarte Martins" regida pelo maestro Marcelo Maganha, e com orquestra de sopros. Fonte: Livros históricos de Alexandre Chitto